segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Está tudo bem em não estar bem


Está tudo bem em não estar bem. Eu não digo no sentido de alguma doença, mas sim no sentido de não parecer com o dito "normal". O bem. O estar sempre sorrindo, "de boas". Quando temos um relacionamento com Deus, não podemos fingir. Não podemos ser de mentira diante dEle. Ele sabe de tudo. Ele não quer que sejamos fortes diante dEle; Ele quer que sejamos dependentes e entregues. Como Ele vai trabalhar em nós todas as fraquezas, como Ele vai nos ajudar, se colocamos uma armadura quando vamos nos encontrar com Ele?
Em Mateus 5:4 diz: Bem aventurados os que choram, pois serão consolados. É bom chorar. Chorar faz bem. E muitas vezes não é por uma situação específica, mas, simplesmente, porque queremos chorar. Não estou querendo dizer aqui que ficar com lacunas no coração, ficar triste, depressivo, é bom. Só que não precisamos ser fortes e estar bem o tempo todo. Sem ficar se comparando com as outras pessoas, sem ficar buscando os resultados quando ainda não trabalhamos o problema. O bom é que Ele tem a solução. A solução, na verdade, é Ele.
Todos nós temos problemas, coisas a serem resolvidas no coração. Coisas a serem resolvidas. Deus quer resolver. Mas Ele não pode chegar e arrumar tudo quando não estamos preparados. Ele tem o seu devido tempo. Porque Ele sabe. Ele sabe. Então tudo que nós precisamos fazer é ter um coração entregue a Ele e esperar. Ser vulnerável diante dEle é deixar Ele no controle. E Deus no controle, o amor de Deus... ah, isso acalma qualquer alma.
Nesse meio tempo, não tem problema ficar diferente. Não tem problema não estar bem. Claro, como vamos ficar bem, ficar normal diante das pessoas, se temos uma multidão de sentimentos dentro de nós, se "estamos em obras" (créditos à Roberta Vicente por essa incrível frase)? É bom sairmos da nossa zona de conforto. É bom avançar na maturidade (emocional e espiritual). Tudo isso tem um propósito. Porque Ele tem um propósito em tudo que faz. E Ele quer fazer. Ele faz quando nos rendemos diante dEle.
Então está tudo bem em não estar bem.

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Não é sobre bençãos; não é sobre nós. É sobre Ele.

Ao nos distrairmos do nosso alvo, muitas vezes temos a chance de errar nosso propósito de trabalhar, de fazer obras - quaisquer sejam elas. Nessas horas, tão cheios de nós mesmos, tão orgulhosos dos trabalhos falsamente nossos, nos deixamos levar por aquilo que está no nosso coração corrompido, não na vontade de Deus. Pensamos estar fazendo algo em prol do que acreditamos, quando na verdade estamos nos desviando do que queremos. Logo, ao nos darmos conta disso tudo, devemos perceber nossa fragilidade, e nosso orgulho tão descarado que, na verdade, nem deveria existir. Precisamos nos humilhar. Em seguida, precisamos ter o desejo de nos livrarmos de nós mesmos e nos enchermos daquele que é suficiente e preenche todas as lacunas do nosso coração. Daquele que é o nosso alvo.

Depois de refletir um pouco sobre o que é o Evangelho (é sobre Deus, sobre Jesus, sobre negar a si mesmo e ser como Jesus), me peguei observando e pensando sobre uma situação não muito rara: o fato de cristãos estarem dando muita atenção às riquezas (terrenas). Não me excluo disso, e nem julgo quem o faz, até porque não é minha função, e muito menos sou digna para tal. Mas, então, porque procuramos e fazemos tanto para alcançar a prosperidade (foco na área financeira e tudo o que vêm com ela)? Lendo o Novo Testamento, fica claro que neste mundo passaremos por sofrimentos e aflições. Jesus não nos garantiu riquezas nem fama. Ele nos garantiu consolo, e a oportunidade de crer, proveniente da graça. Como, então, esperar (eventualmente, até cobrar) isso de Deus?

"A vida de um homem não consiste na quantidade dos seus bens" diz em Lucas 12:15. Muitas vezes, além do fato de nos preocuparmos demais com a tão desejada prosperidade, esse fator é o que pode provocar aquilo que tanto nos foi alertado para não fazermos: a acepção de pessoas. Entram numa sala de aula, um homem vestido normalmente, com uma calça jeans e uma camiseta barata, por exemplo, e outro homem com um terno visivelmente caro. O primeiro diz que trabalha realizando transporte de móveis; o segundo, diz ser advogado, e fala dos seus vários diplomas e cursos no exterior. Quem será que a turma irá respeitar e considerar mais? Fazemos isso até sem perceber, com um simples gesto, como, por exemplo, se ajeitar melhor na cadeira ao ouvir o engravatado falar.

Quanto valor damos às riquezas, então, não? Não, não é errado ser rico. Mas a forma como, e para que, usamos essa riqueza, pode ser fator de destruição (tanto em bens como psicológica. A importância que se dá àquilo que não é importante pode causar sentimentos de derrota e frustração). Lucas 5:38-42 nos fala para, caso alguém nos agrida em uma face, oferecermos a outra para o agressor. Difícil tarefa. Às vezes nem é porque irá doer, mas sim pelo nosso orgulho. Esse nos impede de nos humilharmos, de considerarmos o outro superior a nós. E Cristo disse para nos humilharmos. Nos humilharmos diante das pessoas ao nosso redor, mas não somente isso. No livro de Tiago, capítulo 4, diz "Humilhem-se diante do Senhor, e ele os exaltará" (versículo 10); e continua, no versículo 14, nos dizendo que nada somos. E, realmente, nada somos por nosso mérito. Se tudo que somos vêm de Deus, e se somos como a neblina que depois de pouco tempo se dissipa, do que iremos nos orgulhar? O que valerá o que conquistamos aqui? Obviamente é bom e importante ter conhecimento de assuntos terrenos, mas se deixarmos nossa mente se preocupar mais com isso do que com o Reino, o Evangelho perde seu sentido.

"O que ganhamos quando obedecemos aos seus preceitos (...)?" Malaquias 3:14. Nós não cremos em Deus e seguimos a Jesus para ganhar algo, e sim para perder algo. Para perder o mal que está em nós. Para deixar de lado nossa personalidade, que tantas vezes nos assombra no falar e no agir, para nos enchermos do caráter de Jesus. Então não é o que ganhamos em riquezas, mas sim o que perdemos de nós mesmos. 
Dois trechos muito importantes de Gálatas 6 nesse aspecto: "Os que desejam causar boa impressão exteriormente (...) agem desse modo apenas para não serem perseguidos por causa de Cristo" e "O que importa é ser uma nova criação".

Quando abandonamos no nosso coração os nossos interesses que nada são interessados em Deus, abrimos espaço para, de fato, sermos cheios do Espírito Santo. O Senhor quer um coração entregue e dependente dele; isso não só quando percebemos que Ele torna o nosso dia melhor, ou acalma nosso coração, mas também quando abrimos mão do que queremos (seja um desejo instantâneo ou futuro) para dar lugar à Sua vontade e, é claro, à Ele. Esse pensamento também nos remete à importância de vivermos com um propósito. Com o propósito Dele. Quando isso se torna uma das coisas mais importantes na nossa vida, fica bem mais inevitável que sejamos para o louvor da sua glória (Efésios 1:12).

Gosto muito de uma música (Oração - Os Arrais) (escutem, é muito boa) que fala assim
"Me esvazie de mim e desse mundo
E que o meu nome morra com meu corpo
E que o de Cristo permaneça em tudo".
E também outra do Preto no Branco, cujo nome fala bem o que sinto: Não quero ser mais eu. Quando percebemos o que seríamos, ou somos, sem Deus, com certeza não queremos mais ser nós mesmos. E é se dando conta disso que percebemos o quanto necessitamos Dele, em tudo. 

"Nada tendo, mas possuindo tudo" (2 Coríntios 6:10).

Uma frase que considero ótima e muito pertinente para esse texto, é a seguinte, dita pela Fabíola Melo, "Nós não fomos chamados para viver o mais fácil; nós fomos chamados para revelar Cristo no nosso caráter, no nosso comportamento". Se temos um relacionamento diário, sincero e profundo com Jesus, cada vez mais nos tornamos como Ele. As pessoas que convivemos nos influenciam, e a melhor influência que se pode ter, é a de Jesus.

Darmos valor as coisas importantes da vida, sem dar muito valor à nossa própria vida. Não pensar no ganho material, mas no espiritual. Se esvaziar de si mesmo a ponto de se encher de Jesus, e do Espírito Santo, usando o que o Senhor nos deu para alinhar o nosso propósito de vida com o propósito da boa vontade Dele.

Não é sobre nós. É sobre Ele.

segunda-feira, 24 de julho de 2017

RESENHA - O Poder da Língua

Primeiro, quero deixar bem claro aqui que não estou fazendo essa "resenha" (aspas porque o livro não têm bem uma história, apenas vou falar pontos que ele traz) com o propósito de converter alguém à minha religião (pois o livro é cristão) e também não quero julgar ninguém. Provavelmente muitos não vão concordar, por diversos motivos, com o que eu vou escrever, e está tudo bem! Faço, nos últimos meses, resenhas dos livros que eu leio, e não teria motivo para ser diferente com esse, que me fez refletir muito. Será uma resenha mais séria.
Bom, eu falo demais. Falo em horas que não devo, falo coisas ruins por impulso, e gasto minha saliva discutindo coisas que nem são tão importantes (claro que acho o debate muito válido, mas enfim). O Poder da Língua, com base bíblica, me mostrou que temos que ter cuidado com o que sai da nossa boca. 
"(...) Pois a boca fala do que está cheio o coração" Mateus 12:34
Esse versículo é extremamente importante. Falamos o que está dentro de nós. Assim, quem nos escuta, sabe o que está ocupando nosso coração. Também por isso temos que cuidar o que falamos. Além disso, a língua têm poder, e pode ser usada para o bem, ou para o mal.
"Precisamos entender definitivamente que palavras podem destruir quando usadas da forma errada."
Quando desejamos algo a uma pessoa, isso pode realmente atingir ela. Portanto, se falamos a alguém "Morra!", mesmo que de brincadeira, estamos proferindo uma palavra, literalmente, de morte sobre ela, o que pode ser muito perigoso. 
"Não existe fofoca inocente."
Eu sempre soube que fofoca não era uma coisa boa, mas, cada vez mais, esse ponto têm me feito refletir. Como sou uma pessoa curiosa, e que gosta muito de falar, erro muito nesse aspecto. Todo tipo de fofoca é ruim, e não adianta disfarçar.
Outro ponto é falar o nome de Deus em vão. Sempre falei muito "meu Deus!", como uma expressão de surpresa. Porém, segundo a Bíblia, devemos respeitar o nome de Deus. Seu nome revela sua natureza, e deve ser tratado de uma forma grandiosa, pois Sua natureza é grandiosa. E também, ao falarmos o nome de Deus por qualquer coisa, nossa oração perde poder.
Já deu para perceber que a língua têm uma força sobrenatural. Quando falamos uma afirmação, com fé, isso dá em alguma coisa. Quem acredita e ama Deus, precisa alinhar o que fala com o que a Bíblia fala. Assim passamos a ter um coração segundo a vontade de Deus, não só falando coisas boas, mas realmente cheios delas.
Quando falamos muito sobre dinheiro, nos tornamos apegados à ele. Isso não é certo, pois não se deve amar o dinheiro (por mais que ele seja necessário). Não devemos colocar nossa alegria em bens materiais, mas devemos usar o dinheiro para abençoar as pessoas e compartilhar a Palavra de Deus. Muitas vezes, quando passamos por alguma dificuldade financeira, Deus nos "testa" para ver se temos fé que coisas melhores estão por vir. Portanto, reclamar diante desses problemas não é uma solução, e até pode piorar a situação, entristecendo Deus e o nosso próprio coração.
Diante de tantos "isso é errado", "precisamos ter cuidado com isso", até parece que a Bíblia é um livro cheio de regrinhas, e O Poder da Língua está cheio delas. Porém, não é bem assim. A Bíblia é um livro maravilhoso, com uma história maravilhosa, e cheios de ensinamentos/conselhos maravilhosos para ter uma vida plena. E as palavras também podem trazer a vida. O autor, Gary Haynes, fala que Jó, um cara de Deus, "foi muito sábio em usar a sua boca como arma de vida". Que possamos falar palavras de vida, palavras boas, que deixem o dia das pessoas que estão ao nosso redor mais feliz. 
"Com certeza, por meio do que você fala, poderá evitar tragédias e calamidades e liberar o poder de Deus para fazer milagres."

domingo, 16 de julho de 2017

RESENHA - Amor de Cordel

"Eu sempre acreditei na existência de almas gêmeas e cheguei a pensar que havia encontrado a minha quando me casei. Mas depois de superar a dor da separação, percebi que gostaria de ter alguém que me fizesse sonhar novamente, que fosse capaz de despertar a paixão no meu peito."

Andrea Marques nos apresenta Carol, uma terapeuta ocupacional que passou por um divórcio - como diz no trecho acima - um tanto doloroso. No início do livro acompanhamos as mudanças na vida de Carol; ela, com certeza, está recomeçando tudo. Entre mudança de apartamento, começo de idas à academia, e novas amizades, vamos acompanhando essa profissional de uma - por muitos - desconhecida área da saúde no seu iminente recomeço.
Na clínica onde trabalha, a protagonista recebe um paciente especial, um amigo do seu chefe. Mas não, ele não é especial só por causa disso. Seus olhos cor de jade e a barba por fazer são pequenos detalhes que deixam o pacote da beleza completo. E não é só por causa da beleza que Carol se encanta e fica sem fala. Além de ser muito educado, com uma voz suave o homem sabe puxar conversa, mas deixa Carol atônita. O nome dele é Alexandre. 
Conforme as consultas com o maravilhoso paciente vão acontecendo, Carol praticamente não consegue pensar em outra coisa senão no homem que fez seu coração bater mais forte novamente. Até que os dois, pouco a pouco, vão se aproximando, e a vida de Carol nunca mais será a mesma. A questão é se isso é uma coisa boa ou ruim...

A autora traz acontecimentos no final do livro que nos deixam sem fôlego. Isso, por si só, já deixa a leitura muito gostosa. Mas, além dessa narrativa detalhista, Andrea aborda temas muito necessários de serem discutidos, como homossexualidade, deficiência física, e a intervenção da família e da sociedade em geral nos relacionamentos. Esses três assuntos são muito presentes no livro; o primeiro, porque Carol se torna vizinha de um casal homossexual, e vê como algumas coisas são difíceis para eles. O segundo é trazido inevitavelmente, já que a protagonista trabalha na área da saúde, e lida com pessoas debilitadas no dia-a-dia. E o último, devido ao fato de Alexandre ser um tanto mais novo que Carol, e isso não é bem aceito por algumas pessoas com quem os dois convivem. O livro me arrancou algumas (muitas) lágrimas, a ponto de eu ter que parar por um tempinho
a leitura. É um romance muito realista, que nos faz encarar problemas que muitas vezes nos passam despercebidos, embora termine de uma forma que nos deixa com uma sensação boa e um gostinho de "quero mais".

domingo, 9 de julho de 2017

RESENHA - Procura-se um Marido

Pelo nome do livro, pode parecer só mais um romance qualquer. Porém, estaria muito enganado quem pensasse isso. Carina Rissi, além do - óbvio - romance, nos trás muita comédia, suspense, e cenas de tirar o fôlego. 

Alicia é uma garota órfã que foi criada desde cedo pelo rico avô, seu Narciso. Ela não trabalha, não liga para responsabilidades - aliás, nem conhece essa palavra -, e vive viajando pelo mundo as custas do avô. Mas um dia tudo muda. Alicia recebe uma ligação de Clóvis, braço direito de Narciso, dizendo que o senhor que ela tanto amava havia sido internado. A protagonista vai correndo ao hospital, mas já era tarde demais. Clóvis conta que Narciso tinha um aneurisma cerebral, mas que o avô escondeu isso de Alicia para ela não se preocupar com ele. 
Ainda muito triste pela perda, mas contando com o apoio da sua melhor amiga, Mari e da empregada da mansão em que morava, Mazé, Alicia ouve de Clóvis uma notícia bem desagradável: ela só poderá tocar na herança do avô se casar, e até lá, irá ficar trabalhando num cargo bem pequeno na L&L Cosméticos, uma das empresas de Narciso. 
Ao ouvir isso, a mimada garota fica em choque e com muita raiva de seu avô. Ele fizera isso só para que ela "entrasse nos eixos". Mas como ela iria viver de um emprego com um salário baixíssimo? E como ela iria se casar de uma hora para outra para poder receber a sua herança?  Nesse meio tempo, a protagonista está trabalhando no tão - para ela - desprezível emprego, e tendo que se virar com a pouca grana que tem. No novo trabalho, ela conhece Max, um homem grosseiro, mas muuito lindo. Não acontece nada entre eles, mas o cara com certeza não passou despercebido - seja por ter sido rude ou por sua beleza.
Ao ver que sua vida está uma bagunça e que ela tinha logo que receber a herança, Alicia teve uma "brilhante" ideia: colocar um anúncio no jornal para encontrar um falso marido. Mari achou tudo isso uma loucura - e realmente é -, mas, como sempre, ficou ao lado de Alicia. Enquanto espera por mais um candidato, depois de ter algumas decepções, quem chega? Max, o cara que a deixava, de alguma forma, nervosa e com as emoções à for da pele.
Depois de Max explicar tudo que queria a Alicia (só queria parecer casado por motivos profissionais), ela aceita que o homem seja seu marido de aluguel. A partir daí, as coisas vão esquentando entre eles, e um casamento fajuto e falso, começa a ser verdadeiro. Porém a vida não é tão simples assim, e mesmo depois de tudo que Alicia passou, ela têm que lidar com seus sentimentos em relação a Max, e também com certas coisas estranhas acontecendo...

A história é tudo de bom! Foi muito bem construída, com personagens de personalidades marcantes, e com uma narrativa viciante. A autora nos faz entrar na trama e torcer pela protagonista. O livro me arrancou risadas, caras de surpresa, e me deixou ainda mais iludida com as partes de romance. Quero um Max pra mim, gente... QUE HOMEM, sério! Recomendo muito o livro a todos os amantes de Chick Lit, mas venham preparados para fortes emoções!

"Era um bocado de coisas boas. Eu estava feliz com tudo que havia feito, por ter conseguido retomar as rédeas de minha vida."

domingo, 11 de junho de 2017

Reflexão sobre João 14

Passei a semana toda com um trecho desse capítulo na cabeça. Praticamente todos esses dias, eu abria a Bíblia e relia esse texto que tanto me marcou. Hoje li o resto e tudo fez ainda mais sentido. Bom, vamos começar pelo começo.
No primeiro versículo, Jesus fala para o nosso coração não se perturbar. Já podemos perceber aí como a Bíblia é atemporal. Se desde aquela época já havia preocupações, que dirá agora no século XXI! Mas mesmo com todas as tribulações, não devemos ser ansiosos, nem ter o coração perturbado. (Voltaremos nesse assunto mais adiante)
No versículo 5 Tomé pergunta a Jesus como podemos saber o caminho para onde Ele vai. Muitas pessoas buscam intensamente o caminho para Deus, para uma conexão com uma força maior, ou pelo menos para chegar a um certo nível de espiritualidade. Mas Jesus respondeu "Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, a não ser por mim". Então, Jesus é o único caminho para Deus. Quem conhece, acredita, segue, e ama Jesus, encontra Deus. Podemos procurar em qualquer religião, lugar, ou pessoa, porém a única verdade é Jesus - vejam bem, Jesus; não a religião cristã.
E a respeito disso temos outro trechinho bem importante: o versículo 9. Lá, a melhor pessoa que já existiu, fala "Quem me vê, vê o Pai". É só olharmos para as obras e palavras de Jesus que passamos a entender Deus, já que a vontade do Pai se cumpria na vida do Filho. Ele continua falando disso no versículo 10, onde fala que o Pai, que vive nele, está realizando sua obra. Podemos conhecer bem uma pessoa quando vemos tudo o que ela faz. Assim também é com Deus e suas obras através de Jesus.
Agora vamos para uma parte que, aparentemente, nem todo cristão se deu conta: quem ama, obedece. Muita gente diz amar a Deus, mas não procura obedecer Ele. Claro que todo mundo erra e tem seus defeitos, mas dizer que ama e ficar por isso mesmo não foi o que Jesus disse no versículo 15. Obedecer a Deus vai além de ler a Bíblia e fazer o que acha que é certo. Obedecer a Deus é ler a Bíblia, tomar consciência do que ela fala, e tentar praticar no dia-a-dia. Talvez seja por isso que tantas pessoas têm uma ideia errada sobre o que é ser cristão... Obedecer a Deus é estar atento ao Conselheiro - o Espírito da VERDADE - que Deus nos mandou. Esse Espírito tão desconhecido pelo mundo, nos ensina e lembra tudo o que Jesus falou. Se estamos sensíveis ao Conselheiro (o próprio nome já diz que sua função é nos orientar e ajudar), é bem mais fácil pôr em prática os conceitos da vida cristã. 
Agora, voltando a parte sobre não ficarmos aflitos nem preocupados. O versículo 27 diz "Deixo-lhes a minha paz; a minha paz lhes dou. Não a dou como o mundo a dá. Não se perturbe o seu coração, nem tenham medo". Jesus nos DEU a paz dEle. É de graça! Essa paz não é aquela falsa paz que sentimos através de drogas, bebida, palavras superficiais, ou simples prazeres como fazer compras, comer, dar uma cochilada de tarde. Essa paz refrigera a nossa alma e ao mesmo tempo ascende uma chama escondida. Essa paz nos faz descansar e e nos dá energia. Ela nos acalma e nos anima. Essa paz não é passageira. Essa paz, quando estamos em uma situação perigosa, nos faz perder o medo, pois lembramos que Jesus está conosco. 
Esse capítulo mostra que Jesus é a resposta. Jesus é o que tanto procuramos e não achamos. Jesus é a vida e a liberdade que queremos e não temos. Quem acredita em Jesus e ama Jesus, acredita em Deus e ama Deus. A partir daí, viver nesse mundo louco, com tantas coisas horríveis acontecendo, fica bem mais fácil, pois temos a paz que não é passageira. Se tu sente um vazio dentro de ti, vai por mim: a única pessoa que pode preencher isso é Jesus. Ele não é uma figura religiosa. Ele é um pai, um amigo, um conselheiro, e é lindo! Por quê não tentar conhecer Ele?

segunda-feira, 1 de maio de 2017

Conversas da Madrugada

Eu digo oi e pergunto como você está

Você me responde, diz que deu uma volta acolá

Dividimos segredos

Contamos nos dedos

O número de horas que faltam

Para nos vermos


Conversa vai, conversa vem

Quietude

Mas, meu bem

Cadê a atitude?


Eu paro, penso, comparo

Grito por dentro, procurando amparo

Perdida nos meus próprios sonhos

Nós dois, risonhos


Um barulho me desperta

Me pego sorrindo olhando pra tela

Estou certa

Estou completa

Estou liberta

sábado, 18 de março de 2017

RESENHA - Bela Redenção

Depois de uma ótima experiência com Bela Distração, estava curiosa para o próximo livro dos Irmãos Maddox, Bela Redenção. Jamie McGuire nos apresenta Liis Lindy, uma agente do FBI - que me fez lembrar um pouco a Sandra Bullock em Miss Simpatia (amo) - que "fugiu" de Chicago por conta de um relacionamento horrivelmente chato. Liis, agora em San Diego, só quer saber de trabalho, assim como seu chefe, que também saiu muito abalado do último relacionamento.
Na primeira noite dela na Califórnia, Liis vai a um bar e conhece Thomas. Depois de uma noite incrível, a agente deixa bem claro ao maravilhoso homem que conhecera que não estava emocionalmente disponível. No dia seguinte, a protagonista começa seu primeiro dia de trabalho. A princípio está se adaptando bem; fez uma amiga chamada Val, e está muito confiante de si mesma. Porém, quem é seu chefe?... Exatamente, Thomas! (também chamado de agente Maddox) E, para completar, os dois descobrem que moram no mesmo prédio. Após o choque inicial de ambos, Liis e Thomas percebem que tem uma inevitável atração um pelo outro. Aos poucos, vão se aproximando, mesmo sem querer. O problema é que, aparentemente, Liis não quer começar um relacionamento, e Thomas ainda não superou sua antiga namorada, e, juntos, eles vão descobrir se é possível deixar tudo isso de lado e se entregar ao amor.

É muito interessante ver como os livros estão interligados, e é incrível as diferentes personalidades dos Irmãos, ainda que eles tenham aquele feeling de Maddox. Mas eu não tenho muita certeza se gostei da personalidade da protagonista. Aliás, acho que nem foi isso que me irritou, mas sim sua incerteza sobre tudo. O casal vivia brigando, e parecia que não se escutavam! Thomas podia ter sido mais claro também em relação aos sentimentos, e assim não provocaria tanta dúvida em Liis. Mas, tirando isso, a leitura foi bem boa, com um final - não surpreendente, mas - muito legal. 

RESENHA - Bela Distração

O livro é o primeiro da coleção dos Irmãos Maddox, um spin-off de Belo Desastre, da Jamie McGuire. Eu amei o livro! A escrita da autora flui e a narrativa é bem intensa (sem muita novidade se tratando dos irmãos Maddox... risos).
Cami é uma bartender no Red Door, e na sua noite de folga vai ao bar onde trabalha e leva sua amiga - com quem divide o apartamento. Trenton Maddox aparece por lá e a aborda, e assim os dois começam uma "amizade". O problema é que Cami tinha um namorado, que morava na Califórnia, e Trent deixava ela confusa em relação à esse namoro, afinal, as coisas entre os novos amigos era mais do que uma simples amizade.
Entre a faculdade e o trabalho no bar, Cami tem problemas com a família, e para ajudar um de seus irmãos, ela começa a trabalhar no estúdio de tatuagem onde Trenton trabalha. Sua vida, junto com sua cabeça, está uma bagunça, mas estar com Trent parece tão certo... Será que Cami vai terminar com o namorado que não lhe dá a atenção necessária e deixar Trenton ser mais que um amigo?

Como já disse, Bela Distração é ótimo! A autora construiu um "segredo" que só foi ser revelado no finalzinho da história, e isso me deixou pasma por no mínimo 10min depois de acabar o livro. Super recomendo para os amantes (ou não) de Belo Desastre!

terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

RESENHA - Você se lembra de mim?


" - Ei, menina! Ei, bravinha! Amo você!
Ela sorriu. Jogando-lhe um beijo com a mão, gritou:
- Al di là, meu amor. Al di là!"

Megan Maxell conta que o livro baseia-se na história de sua mãe, e ela quis dar um final feliz a essa história. O livro é dividido em duas partes: a primeira seria a juventude de sua mãe na Alemanha, nos anos 60; e a segunda, o suposto final feliz, já "atualmente". Eu não esperava essa divisão, mas adorei! Essa primeira parte conta a história de Carmen e Loli - duas irmãs com seus 20 e poucos anos - a partir do momento que saíram da Espanha, e embarcaram num trem para a Alemanha. No meio da viagem, encontraram uma menina com mais ou menos a idade delas, Teresa, que iria para a mesma cidade que elas, e trabalharia na mesma fábrica. De cara ficaram amigas e, juntas, foram se acostumando a vida na Alemanha. Um tempinho depois conhecem Renata, uma mulher alemã de personalidade forte, e as quatro vão formando uma grande amizade.
Conforme a história vai se desenrolando, o livro começa a focar mais em Carmen, que depois de um tempo na Alemanha conhece o soldado americano Teddy. Os dois têm uma história de amor incrível, talvez um pouco clichê, mas são separados devido a guerra no Vietnã. A vida de Carmen depois da partida de Teddy se transforma: ela descobre que está grávida, e decide manter o bebê. Mas, além de ter que lidar com isso, a ausência de Teddy deixa ela muito mal, apesar de sempre trocarem cartas. A trama vai seguindo e as meninas vão se distanciando, cada uma indo para um lugar do mundo. Só que lá pelas tantas, depois de ganhar a bebê, que Carmen dera o nome de Alana - o mesmo nome da avó de Teddy, que o havia criado -, ela parou de receber as cartas do amor de sua vida, e nunca mais ficou sabendo como e onde estava Teddy, ou mesmo se ele estava vivo.
35 anos depois, começa a segunda parte do livro, onde a principal história é contada. Damos de cara com Alana já crescida, convivendo muito bem com sua mãe e suas amigas - uma mais chegada, Isa -, e trabalhando numa importante revista de Madri. Ao ir a Nova York para fazer uma matéria para a Exception, Alana encontra Joel Parker, um atraente Capitão americano. Quando soube dessa última informação, a jornalista se desesperou e saiu correndo. Só que as coisas entre eles não pararam por aí, e o casal da vez acaba se encontrando de novo. Mas Alana tem um pé atrás com Joel por ele ser um soldado, e ainda mais americano (!). Será que ela vai conseguir deixar de lado as lembranças que tem de sua mãe sofrendo por amor e se entregar por inteiro a Joel, ou o passado mal resolvido com seu pai vai afetar demais sua vida amorosa?

A autora traz uma carga de contexto histórico, que eu amo, e sua escrita é bem envolvente. Também achei interessante ela fazer menção de várias músicas - na maioria dos anos 60 -, e a protagonista da primeira parte registrar alguns momentos em seu diário, o que nos dá uma proximidade maior com Carmen e seus sentimentos. Megan mostra a vida dos personagens de perspectivas diferentes, e os mesmos foram muito bem construídos. Minha única "reclamação" é que o livro deu grande enfoque no erotismo de uma hora para outra, mas, parando pra pensar, talvez Megan tenha feito isso de propósito, para marcar bem a época. Enquanto lia as últimas páginas, percebi que o livro me fez ficar mais emocionada e envolvida com a trama do que eu imaginava estar. E, como uma amante de epílogos, tenho que dizer que esse - além dos últimos capítulos - superou minhas expectativas. 
Você se lembra de mim? deixa uma mensagem muito boa de que devemos aproveitar ao máximo o presente, sabendo que o futuro vai vir, apesar de não saber o que esperar dele. A amizade de mãe e filha entre Alana e Carmen, e melhores amigas, entre Alana e Isa, também me emocionaram muito, além das cenas onde Joel se revelava um fofo, maravilhoso e admirável homem. 

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

RESENHA - O Pequeno Príncipe

O Pequeno Príncipe é um livro que eu já estava há um bom tempo querendo ler; quem já tinha lido me falava que era maravilhoso. Fui adiando e adiando, mas chegou uma hora que eu pensei "chega! É agora que eu leio esse livro!". Ah, e como foi bom! Mais do que bom... excelente, maravilhoso, fascinante! O autor conta a história com uma simplicidade encantadora, junto até com uma certa dose de humor, e os personagens apresentados e também as incansáveis perguntas do protagonista nos fazem questionar o que realmente importa na vida. Ler O Pequeno Príncipe dá vontade de sonhar, dá vontade de olhar e admirar as pequenas - mas belas - coisas que nos passam despercebidas no dia-a-dia.
 Acredito que tem uma frase do livro em especial que podemos tirar uma importante reflexão: "O essencial é invisível aos olhos". Acho que a maioria das pessoas sabe disso, mas é sempre bom lembrar, né? O que realmente importa é quem somos por dentro e não por fora. Não podemos julgar alguém pela sua aparência. Me emocionei muito com as lembranças que o Pequeno Príncipe tinha da sua rosa, e de quanto - e apesar de tudo - ela era importante para ele. Outro trecho que me marcou muito, tem a ver com a rosa, e que resume um dos assuntos que o livro aborda (amizade) é esse:
"Tu não és ainda para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu também não tens necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo..."
É um livro "de criança", mas não importa a idade, todos deveriam ler.

sábado, 11 de fevereiro de 2017

RESENHA - O Duque e Eu

"- Eu amo você, Daff - disse ele baixinho.
O coração dela começou a bater de novo, dessa vez com toda a força.
- Ama?
Ele assentiu, roçando o nariz no dela.
- Não pude evitar."
O Duque e Eu foi o primeiro contato que eu tive com a Julia Quinn, depois de ouvir muitos elogios - com toda a razão - sobre a autora. O livro inicia nos dando uma noção de quem é Simon Basset, e já começa deixando os leitores com uma enxurrada de sentimentos dentro do peito. Depois, sempre com uma escrita bem-humorada, a autora nos coloca a par da família Bridgerton, e de como a sociedade funciona. Daphne, a protagonista da vez, é a quarta de oito filhos e, por mais que tivesse uma beleza razoável e fosse gentil e espirituosa, só atraía os homens errados (ou velhos demais, ou pouco inteigentes...).
Então, após chegar de viagem, o charmoso e arrogante Simon, que também é o melhor amigo do irmão mais velho de Daphne, encontra sem querer com a moça. Eles tem um momento bem "caliente", mas quando Simon se dá conta de que a mulher é Daphne, e Daphne se dá conta de que Simon é o libertino de quem todo mundo a alerta, eles se recompõem e seguem adiante. Porém, o contato dos dois não para por aí.
Com Daphne querendo um pretendente, e Simon querendo espantar as mães casamenteiras, os dois bolam um plano: vão fingir que estão apaixonados. Assim, os cavalheiros se interessariam por Daphne (afinal, se um Duque se interessou é porque ela tem algo a mais), e as jovens que querem casar cairiam fora (que pena... o belo e rico Duque já tem alguém). Só que o plano não ocorre como o esperado... A farsa está começando a se tornar realidade. Daphne começa a realmente se apaixonar por Simon, e o Duque tem cada vez mais dificuldade de se conter e não beijar Daphne.
Bom, sem muito mais spoilers, a trama se desenrola, com momentos de tirar o fôlego. A Julia conseguiu me prender na história, e eu cada vez ficava mais curiosa para saber o final. E como não se apaixonar pelo Simon, né?! O livro é muito bom, e eu já estou ansiosa para continuar a série! Quero só ver o que esses irmãos da Daphne vão aprontar!

domingo, 29 de janeiro de 2017

RESENHA - Prometida

"Minhas convicções não mudaram; a diferença era que agora eu as expressava. Tinha liberdade para ser eu mesma. E para ser amada pelo mesmo motivo. Fora isso que aprendera com Lucas. Ele se apaixonara pela ilusão que eu representava, mas amara o meu verdadeiro eu."

Prometida é o quarto volume da série Perdida, da - maravilhosa - Carina Rissi. Em Perdida e Encontrada nós vemos tudo pelo ponto de vista da Sofia; em Destinado pelo ponto de vista do Ian; e agora em Prometida, pelo da Elisa. Eu já amava a personagem desde antes, achava ela um amor, um doce. Em Prometida nós vemos essa mesma doçura, mas com uma Elisa mais velha, crescida e cheia de si (o que foi muito bom). 
Simplesmente amei voltar para esse mundo tão legal criado pela Carina! Alguns anos se passaram depois de Destinado, e Elisa se vê - quase - numa crise de identidade. Ela não sabe o seu lugar no mundo, por que tudo é como é, e também não está tão alegre como sempre fora. Mas, essa "tristeza" tem um nome: Lucas Guimarães. Não é que o cara por si só seja o motivo desse descontentamento, mas sim a situação que os dois se meteram anos antes: depois de se aproximarem um pouco mais, Lucas e Elisa se beijaram num baile, o que não era bem visto pela sociedade - para quem não sabe, o livro se passa no século XIX. Ian, irmão mais velho de Elisa, viu tudo e meio que obrigou os dois a se casarem. Então, com um pedido fajuto, o casal ficou noivo, sem mais nem menos. O livro vai intercalando esse passado com o presente, e a autora vai explicando toda história, e como eles chegaram ao ponto de brigar constantemente - isso quando se falavam -, afinal o casal, assim que se conheceu, se dava super bem e, antes de tudo, eram muito amigos.

De início eu queria logo que os dois se encontrassem e começassem a se entender, mas em seguida vi o quanto essa explicação de tudo era necessária para a história. Assim que começa o livro já vem um bocado de treta, e eu fiquei realmente impressionada com isso. Mas me irritou bastante o mimimi dos dois... AI, CARAMBA, SE ENTENDAM LOGO, VOCÊS SE AMAM!!, era o que eu pensava - e ainda penso. Mas com o tempo o casal da vez foi se entendendo, dialogando e compreendendo o ponto de vista de cada um. Apesar de todas essas tretas e explanações, a história dos dois foi muito bem construída, e ver em alguns momentos o Ian e a Sofia foi TUDO DE BOM! E, além do romance, a Carina colocou um pouco de mistério/suspense, que só foi se resolver no final do livro, o que foi ótimo! (Porém, me senti meio burra por não ter ligado os pontos, tava tudo tão na cara!)
Enfim, o livro é maravilhoso, por mais que eu tenha demorado um pouquinho para terminar. A escrita da autora é sempre excelente, e nos faz ver e viver a história de um jeito muito bacana. Ela também aborda a "adoção" com uma, digamos, sutileza impressionante. A narrativa faz a gente sentir uma mistura de emoções, mas no final a única que fica é a felicidade, junto com o amor por todos - ou quase todos... - os personagens. Bem que a série podia continuar para sempre, né?!

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

RESENHA - Orgulho e Preconceito

Tenho tanto a falar sobre Orgulho e Preconceito que nem sei direito por onde começar. Bom, o livro é um clássico que foi escrito pela - MARAVILHOSA - Jane Austen, e foi publicado em 1813, sendo seu segundo livro, e se passa na Inglaterra, onde Jane vivia. Apesar de ser antigo - SÉCULO XIX, GALERA! -, ele aborda temas muito atuais, mas que precisavam ser bem mais discutidos na época, como, por exemplo, a interferência da família e amigos nos relacionamentos. Outro tema polêmico - muito mais naquela época - é a diferença das classes sociais, e como elas podem separar cidadãos que, na verdade, são iguais, uns tendo mais dinheiro e status, outros menos. Um trecho que me chamou muita atenção foi esse, mais para o final do livro, em que Elizabeth (personagem principal) fala a Lady Catherine (tia do Darcy):
"- Casando-me com seu sobrinho, eu não me consideraria deixando essa classe. Ele é um cavalheiro; eu sou a filha de um cavalheiro; assim sendo, somos iguais."
QUE LACRE!
Agora vamos para a história em si. Após a chegada do sr. Bingley, um jovem rico, a Hertfordshire, a sra. Bennet já quer casá-lo com uma de suas cinco filhas: Jane, Elizabeth, Mary, Kitty e Lydia. Mas o sr. Bingley não chegou sozinho; veio junto o arrogante sr. Darcy. Então, como de costume, acontece um baile, e as cinco filhas são apresentadas aos cavalheiros. Mas o sr. Bingley só tem olhos para a amável Jane, e dança com ela por quase toda noite. Lizzie, além de irmã é muito amiga de Jane, e faz o maior gosto pelos dois, pois claramente estão ficando apaixonados. Mas, com alguns inevitáveis encontros, Lizzie acaba por praticamente odiar o sr. Darcy, e tem muitas discussões com o mesmo. Acontece que o mundo dá voltas, não é mesmo? Hahah
Vou parar de falar sobre a história para não dar spoilers, porque acho que todo mundo precisa ler Orgulho e Preconceito. A escrita da Jane Austen é inteligente e perspicaz, e ela trabalha com uma ironia muito, mas muuito, boa, que, por mais que os personagens possam estar discutindo, faz a gente rir bastante. A Jane devia ser muito atenta para captar esses acontecimentos da época e relatá-los, criticando muitos "padrões"; ela com certeza tinha uma visão mais "avançada" que o resto da sociedade. Eu comecei o livro há um bom tempo, aí larguei ele um pouco, voltei, dando umas paradinhas, e lá pelo meio do livro voltei com tudo! E ah, como foi bom! Ri, xinguei, me surpreendi, fiquei filosofando... realmente tem motivos para ser um clássico!
O filme - sim, o livro teve uma adaptação cinematográfica - também é excelente e, por mais que algumas partes do livro não foram inseridas no filme (o que é muito comum de acontecer), dá para pegar a essência do livro, e também notar o humor irônico que a Jane Austen traz na obra. Além disso, o filme conta com uma fotografia incrível, que dá vontade de chorar (hahah). Vale muito a pena conferir ambos!

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

O Cachorro e o Engravatado

Na última quarta-feira, eu estava andando até o ponto de ônibus com a minha mãe, para ir para casa. Um tempinho depois de chegarmos à parada, vimos um cachorro perambulando por ali. Falamos um pouquinho com ele e tal, mas logo ele se afastou, ficando ainda à nossa vista. Ficamos com uma certa pena do cachorrinho, pensando de quem ele seria, se estava perdido, ou se era um cachorro de rua. Minha mãe comentou comigo:
- Ele não parece totalmente abandonado, não está tão magro para ser um cachorro sem dono.
Então eu lembrei da cena que tinha visto poucos dias antes. Eu estava no ônibus, indo para o shopping, quando vi um cachorrinho - da mesma cor do que estávamos falando - atravessando a avenida - a mesma na qual estávamos - e quase, mas QUASE MESMO, sendo atropelado. Ao olhar aquilo, da janela do ônibus, me deu um desespero e uma peninha do bichinho que estava andando sozinho por uma avenida bastante movimentada. Porém, minutos depois eu já havia "esquecido" o ocorrido, indo lembrar apenas em alguns momentos mais tarde. E, naquela ensolarada quarta-feira, foi um desses momentos. 
Contei tudo isso para a minha mãe, e logo constatamos que deveria se tratar do mesmo cãozinho. Seguimos falando sobre outros assuntos, observando o cachorro passear por ali, e enquanto isso, eu também observava um homem, todo engravatado, olhando seguidamente a hora e se movendo em ritmo meio frenético. Permaneci reparando o homem, que de vez em quando dava uma olhada no cachorro, e seguia naquele ritmo, inquieto. Quando abriu a sinaleira para os pedestres, o cachorro, já mais sabido e inteligente, atravessou a rua com as demais pessoas. E o homem de camisa social, gravata e óculos de sol, atravessou também. Minha mãe chamou minha atenção e especulou que o cara devia estar seguindo o cachorro. E, de fato, ele estava.
Ao chegar do outro lado da rua, o cãozinho deu umas voltas e depois caminhou adiante, sendo seguido pelo engravatado. Eu e minha mãe nos olhamos, felizes porque alguém tinha dedicado um pouco do seu tempo para tentar achar o dono do cachorrinho, ou quem sabe, levá-lo consigo para casa. Os dois desapareceram da nossa vista, e eu fiquei imaginando - e esperando muito - se eu não tinha acabado de presenciar o início de uma grande amizade entre um homem e um cachorro.

Estamos acostumados, no nosso dia-a-dia, a ver cachorrinhos e gatinhos abandonados ou perdidos. O que não estamos acostumados a ver são cenas como essa, na qual existem animais nessas condições, mas que alguém fez alguma coisa. Claro, temos algumas ONGs dedicadas a fazer esse trabalho, mas nós mesmos tomarmos uma iniciativa para acabar com essa triste situação, já é mais difícil. Eu não poderia ter seguido o bichinho, ou ter dado mais atenção, porque precisava logo ir para casa; mas aquele homem pôde, e fez o que achava que tinha que ser feito. Uma coisa que eu e meus pais costumávamos fazer - e pretendo continuar - é estar sempre com um potinho com ração - no nosso caso de gato, pois temos duas gatinhas - no carro, na bolsa, ou na mochila, para que quando vermos um animal na rua, possamos fazer algo para ajudá-lo. Então, por favor, NÃO ABANDONEM SEUS BICHINHOS se não puderem cuidar deles; levem-os para uma ONG ou um abrigo. E que esse homem que seguiu o cachorro sirva de exemplo para todos nós. 

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Amizade despretensiosa

Éramos, pelo menos para mim, melhores amigas. Nos conhecemos no colégio, quando tínhamos nove anos. No início, eu não ia com a cara dela, não sei por que. Então, um dia, despretensiosamente, como é a maioria das coisas que as crianças fazem, nós duas subimos num brinquedo da pracinha da escola e ficamos sentadas lá, sem dizer nada por um tempo. Até que eu (90% de certeza que fui eu) sugeri:
- Vamos ser melhores amigas?
E ela respondeu:
- Vamos!
E assim foi. Claro que não imediatamente. Andávamos com o mesmo "grupinho", então não foi difícil de nos aproximarmos mais. Amigas nossas foram trocando de escola, pessoas novas entraram nas nossas vidas, e cada vez ficávamos mais próximas. De tudo que já passamos juntas, posso citar algumas coisas: fomos no supermercado de pijama em plena luz do dia, só para zoar; andamos de balanço numa praça perto da minha casa, e (se eu não me engano, de novo) juramos de dedinho que nenhuma iria andar se dois balanços não tivessem liberados; quase viramos a noite conversando; comemos trocentas balas e salgadinhos que ela comprava, gastando assim praticamente todo seu dinheiro; junto com outra amiga nossa, escrevemos um "livro"; chamei ela para ir no cinema comigo e com mais duas gurias só porque eu não conhecia essas duas gurias muito bem; junto com um amigo nosso deitamos na faixa da sinaleira enquanto ela estava fechada, e pedimos para outro amigo tirar uma foto. E eu posso falar mais:
Pegávamos o máximo possível de roupas de lojas só para experimentarmos e tirarmos fotos (e o provador dela sempre ficava uma bagunça); nos abraçamos umas mil vezes só porque queríamos; já vi ela - mesmo tentando não o fazer - chorar no banheiro do colégio; já fiquei parada com uma fruta na mão na frente dela, só porque eu ainda não sabia como descascá-la e, como uma boa amiga, ela perguntou se eu não sabia descascar, falei que não, eu ri, ela riu, e ela descascou a tal da fruta para mim; ela já atirou papeis de bala pelo meu quarto e fez minha mãe ficar braba com ela por conta disso; já almocei na casa dela quando não tinha mais onde comer; por mais que não parecesse, ela era fofa e chegou a fazer uma carta - e não uma carta qualquer. Eu quase não conseguia abri-la - para mim, cheia de coisas legais; escreveu umas frases marcantes de séries e filmes e me deu; rímos das mesmas coisas idiotas; quando comecei a chorar (por nada. Sério, até hoje não sei porque estava chorando aquele dia) na aula, na frente de todo mundo, ela me deu seu ombro, literalmente, enquanto ria de mim e me consolava. Quando viu que eu estava chorando ela me pegou pelos ombros e olhou bem para mim, e perguntou, com uma expressão surpresa:
- Tu tá chorando mesmo?
Eu só fiz que sim com a cabeça e então ela fez o que eu já escrevi acima.
Fizemos várias outras coisas das quais eu não lembro ou não quero contar aqui. E, depois de tudo isso, um ano atrás, mais ou menos, ela me fala que vai ter que sair do colégio, e talvez até se mudar de cidade. Obviamente eu fiquei triste pela saída do colégio, mas como a mudança de cidade dela era só uma pequena hipótese, não me preocupei muito com isso. 
Depois de poucos meses de termos começado o segundo ano do ensino médio na mesma escola, ela me fala que realmente vai ter que sair do colégio. E então, de novo meses depois, me fala que realmente vai ter que mudar de cidade. Desde então, nossa amizade não foi mais a mesma. Depois da mudança dela nunca mais nos encontramos. Isso faz uns seis meses. Aparentemente, ela está feliz, e conversamos algumas vezes, por mensagem, mas sinto sua falta. Sinto falta de planejar viagens com ela e de falar coisas aleatórias. Sinto falta de todas as coisas que fizemos juntas. Eu realmente espero que nossa amizade prevaleça a isso, e que um dia moremos na mesma cidade de novo, ou pelo menos que nos encontremos com mais frequência. 
Mas aqui fica meu agradecimento à ela, por todos os momentos, risadas, choros, brincadeiras, e muito mais coisas compartilhadas; elas me fizeram mais feliz. Me fizeram bem. Portanto, cuide bem das suas amizades, mesmo que seu amigo(a) mude, continue conversando com ele(a) algumas vezes, só para não perder o contato. Quem sabe o que o futuro tem planejado para nós?

sábado, 7 de janeiro de 2017

Textão sobre o amor

É "engraçado" como as pessoas têm uma ideia errada de Jesus. E é ainda mais engraçado que isso possa ser (parcialmente ou não) nossa culpa. Jesus nunca julgou ou segregou alguém. Mas o que fazemos, muitas vezes sem nem perceber? Julgamos e segregamos. Será que estamos vivendo aquilo que acreditamos? Será que estamos amando como deveríamos? Será que daríamos nossa vida por amor a alguém?
O mundo está cheio de preconceitos e estereótipos. Porém, pelo menos quem é cristão, sabe que Deus não quer assim; não é desse jeito que funciona para Ele. Ele aceita todos, sem exceções. E se essa é a vontade de Deus, e queremos realizar essa vontade, devemos tratar todos igualmente.
"Sobretudo, amem-se sinceramente uns aos outros, porque o amor perdoa muitíssimos pecados" (1 Pedro 4:8). Amar nossos familiares, nossos amigos, é fácil; são pessoas que gostamos. Mas, sendo isso fundamental, amar quem não conhecemos ou quem não gostamos muito... já complica. A questão é que sem o amor não vamos a lugar algum. Podemos fazer mil coisas boas, mas se fazemos isso sem amor, nada importa.
Jesus nos mandou amar uns aos outros como Ele nos amou (João 13:34). Pesado. Às vezes, quando era menor, eu via uns filmes que o cara morria pelo seu amigo/colega, e ficava pensando "nossa, que idiota, ele deixou família e amigos para dar vida ao outro, que nem era tão legal". Agora (de uns tempos pra cá), percebo que foi exatamente isso que Jesus fez. Mas não morreu sendo visto como um herói; morreu humilhado. E também foi isso que Ele nos mandou fazer: amar Ele e as pessoas incondicionalmente.
Que possamos repensar nosso conceito de amor e praticá-lo, sinceramente, com todos. "O ódio provoca dissensão, mas o amor cobre todos os pecados" Provérbios 10:12