domingo, 11 de junho de 2017

Reflexão sobre João 14

Passei a semana toda com um trecho desse capítulo na cabeça. Praticamente todos esses dias, eu abria a Bíblia e relia esse texto que tanto me marcou. Hoje li o resto e tudo fez ainda mais sentido. Bom, vamos começar pelo começo.
No primeiro versículo, Jesus fala para o nosso coração não se perturbar. Já podemos perceber aí como a Bíblia é atemporal. Se desde aquela época já havia preocupações, que dirá agora no século XXI! Mas mesmo com todas as tribulações, não devemos ser ansiosos, nem ter o coração perturbado. (Voltaremos nesse assunto mais adiante)
No versículo 5 Tomé pergunta a Jesus como podemos saber o caminho para onde Ele vai. Muitas pessoas buscam intensamente o caminho para Deus, para uma conexão com uma força maior, ou pelo menos para chegar a um certo nível de espiritualidade. Mas Jesus respondeu "Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, a não ser por mim". Então, Jesus é o único caminho para Deus. Quem conhece, acredita, segue, e ama Jesus, encontra Deus. Podemos procurar em qualquer religião, lugar, ou pessoa, porém a única verdade é Jesus - vejam bem, Jesus; não a religião cristã.
E a respeito disso temos outro trechinho bem importante: o versículo 9. Lá, a melhor pessoa que já existiu, fala "Quem me vê, vê o Pai". É só olharmos para as obras e palavras de Jesus que passamos a entender Deus, já que a vontade do Pai se cumpria na vida do Filho. Ele continua falando disso no versículo 10, onde fala que o Pai, que vive nele, está realizando sua obra. Podemos conhecer bem uma pessoa quando vemos tudo o que ela faz. Assim também é com Deus e suas obras através de Jesus.
Agora vamos para uma parte que, aparentemente, nem todo cristão se deu conta: quem ama, obedece. Muita gente diz amar a Deus, mas não procura obedecer Ele. Claro que todo mundo erra e tem seus defeitos, mas dizer que ama e ficar por isso mesmo não foi o que Jesus disse no versículo 15. Obedecer a Deus vai além de ler a Bíblia e fazer o que acha que é certo. Obedecer a Deus é ler a Bíblia, tomar consciência do que ela fala, e tentar praticar no dia-a-dia. Talvez seja por isso que tantas pessoas têm uma ideia errada sobre o que é ser cristão... Obedecer a Deus é estar atento ao Conselheiro - o Espírito da VERDADE - que Deus nos mandou. Esse Espírito tão desconhecido pelo mundo, nos ensina e lembra tudo o que Jesus falou. Se estamos sensíveis ao Conselheiro (o próprio nome já diz que sua função é nos orientar e ajudar), é bem mais fácil pôr em prática os conceitos da vida cristã. 
Agora, voltando a parte sobre não ficarmos aflitos nem preocupados. O versículo 27 diz "Deixo-lhes a minha paz; a minha paz lhes dou. Não a dou como o mundo a dá. Não se perturbe o seu coração, nem tenham medo". Jesus nos DEU a paz dEle. É de graça! Essa paz não é aquela falsa paz que sentimos através de drogas, bebida, palavras superficiais, ou simples prazeres como fazer compras, comer, dar uma cochilada de tarde. Essa paz refrigera a nossa alma e ao mesmo tempo ascende uma chama escondida. Essa paz nos faz descansar e e nos dá energia. Ela nos acalma e nos anima. Essa paz não é passageira. Essa paz, quando estamos em uma situação perigosa, nos faz perder o medo, pois lembramos que Jesus está conosco. 
Esse capítulo mostra que Jesus é a resposta. Jesus é o que tanto procuramos e não achamos. Jesus é a vida e a liberdade que queremos e não temos. Quem acredita em Jesus e ama Jesus, acredita em Deus e ama Deus. A partir daí, viver nesse mundo louco, com tantas coisas horríveis acontecendo, fica bem mais fácil, pois temos a paz que não é passageira. Se tu sente um vazio dentro de ti, vai por mim: a única pessoa que pode preencher isso é Jesus. Ele não é uma figura religiosa. Ele é um pai, um amigo, um conselheiro, e é lindo! Por quê não tentar conhecer Ele?

segunda-feira, 1 de maio de 2017

Conversas da Madrugada

Eu digo oi e pergunto como você está

Você me responde, diz que deu uma volta acolá

Dividimos segredos

Contamos nos dedos

O número de horas que faltam

Para nos vermos


Conversa vai, conversa vem

Quietude

Mas, meu bem

Cadê a atitude?


Eu paro, penso, comparo

Grito por dentro, procurando amparo

Perdida nos meus próprios sonhos

Nós dois, risonhos


Um barulho me desperta

Me pego sorrindo olhando pra tela

Estou certa

Estou completa

Estou liberta

sábado, 18 de março de 2017

RESENHA - Bela Redenção

Depois de uma ótima experiência com Bela Distração, estava curiosa para o próximo livro dos Irmãos Maddox, Bela Redenção. Jamie McGuire nos apresenta Liis Lindy, uma agente do FBI - que me fez lembrar um pouco a Sandra Bullock em Miss Simpatia (amo) - que "fugiu" de Chicago por conta de um relacionamento horrivelmente chato. Liis, agora em San Diego, só quer saber de trabalho, assim como seu chefe, que também saiu muito abalado do último relacionamento.
Na primeira noite dela na Califórnia, Liis vai a um bar e conhece Thomas. Depois de uma noite incrível, a agente deixa bem claro ao maravilhoso homem que conhecera que não estava emocionalmente disponível. No dia seguinte, a protagonista começa seu primeiro dia de trabalho. A princípio está se adaptando bem; fez uma amiga chamada Val, e está muito confiante de si mesma. Porém, quem é seu chefe?... Exatamente, Thomas! (também chamado de agente Maddox) E, para completar, descobrem que moram no mesmo prédio. Após o choque inicial de ambos, Liis e Thomas percebem que têm uma inevitável atração um pelo outro. Aos poucos, vão se aproximando, mesmo sem querer. O problema é que, aparentemente, Liis não quer começar um relacionamento, e Thomas ainda não superou sua antiga namorada, e, juntos, eles vão descobrir se é possível deixar tudo isso de lado e se entregar ao amor.
É muito interessante ver como os livros estão interligados, e é incrível as diferentes personalidades dos Irmãos, ainda que eles tenham aquele feeling de Maddox. Mas eu não tenho muita certeza se gostei da personalidade da protagonista. Aliás, acho que nem foi isso que me irritou, mas sim sua incerteza sobre tudo. O casal vivia brigando, e parecia que não se escutavam! Thomas podia ter sido mais claro também em relação aos sentimentos, e assim não provocaria tanta dúvida em Liis. Mas, tirando isso, a leitura foi bem boa, com um final (não surpreendente, mas) muito legal. 

RESENHA - Bela Distração

O livro é o primeiro da coleção dos Irmãos Maddox, um spin-off de Belo Desastre, da Jamie McGuire. Eu amei o livro! A escrita da autora flui e a narrativa é bem intensa (sem muita novidade se tratando dos irmãos Maddox... - risos). Cami é uma bartender no Red Door, e na sua noite de folga vai ao bar onde trabalha com sua amiga - com quem divide o apartamento. Trenton Maddox aparece por lá e a aborda, e assim os dois começam uma "amizade". O problema é que Cami tinha namorado, que morava na Califórnia, e Trent deixava ela confusa em relação à esse namoro, afinal, as coisas entre os novos amigos era mais do que uma simples amizade.
Entre a faculdade e o trabalho no bar, Cami tem problemas com a família, e para ajudar um de seus irmãos, ela começa a trabalhar no estúdio de tatuagem onde Trenton trabalha. Sua vida, junto com sua cabeça, está uma bagunça, mas estar com Trent parece tão certo... Será que Cami vai terminar com o namorado que não lhe dá a atenção necessária e deixar Trenton ser mais que um amigo?
Como já disse, Bela Distração é ótimo! A autora construiu um "segredo" que só foi ser revelado no finalzinho da história, e isso me deixou pasma por no mínimo 10min depois de acabar o livro. Super recomendo para os amantes (ou não) de Belo Desastre!

terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

RESENHA - Você se lembra de mim?


" - Ei, menina! Ei, bravinha! Amo você!
Ela sorriu. Jogando-lhe um beijo com a mão, gritou:
- Al di là, meu amor. Al di là!"

Megan Maxell conta que o livro baseia-se na história de sua mãe, e ela quis dar um final feliz a essa história. O livro é dividido em duas partes: a primeira seria a juventude de sua mãe na Alemanha, nos anos 60; e a segunda, o suposto final feliz, já "atualmente". Eu não esperava essa divisão, mas adorei! Essa primeira parte conta a história de Carmen e Loli - duas irmãs com seus 20 e poucos anos - a partir do momento que saíram da Espanha, e embarcaram num trem para a Alemanha. No meio da viagem, encontraram uma menina com mais ou menos a idade delas, Teresa, que iria para a mesma cidade que elas, e trabalharia na mesma fábrica. De cara ficaram amigas e, juntas, foram se acostumando a vida na Alemanha. Um tempinho depois conhecem Renata, uma mulher alemã de personalidade forte, e as quatro vão formando uma grande amizade.
Conforme a história vai se desenrolando, o livro começa a focar mais em Carmen, que depois de um tempo na Alemanha conhece o soldado americano Teddy. Os dois têm uma história de amor incrível, talvez um pouco clichê, mas são separados devido a guerra no Vietnã. A vida de Carmen depois da partida de Teddy se transforma: ela descobre que está grávida, e decide manter o bebê. Mas, além de ter que lidar com isso, a ausência de Teddy deixa ela muito mal, apesar de sempre trocarem cartas. A trama vai seguindo e as meninas vão se distanciando, cada uma indo para um lugar do mundo. Só que lá pelas tantas, depois de ganhar a bebê, que Carmen dera o nome de Alana - o mesmo nome da avó de Teddy, que o havia criado -, ela parou de receber as cartas do amor de sua vida, e nunca mais ficou sabendo como e onde estava Teddy, ou mesmo se ele estava vivo.
35 anos depois, começa a segunda parte do livro, onde a principal história é contada. Damos de cara com Alana já crescida, convivendo muito bem com sua mãe e suas amigas - uma mais chegada, Isa -, e trabalhando numa importante revista de Madri. Ao ir a Nova York para fazer uma matéria para a Exception, Alana encontra Joel Parker, um atraente Capitão americano. Quando soube dessa última informação, a jornalista se desesperou e saiu correndo. Só que as coisas entre eles não pararam por aí, e o casal da vez acaba se encontrando de novo. Mas Alana tem um pé atrás com Joel por ele ser um soldado, e ainda mais americano (!). Será que ela vai conseguir deixar de lado as lembranças que tem de sua mãe sofrendo por amor e se entregar por inteiro a Joel, ou o passado mal resolvido com seu pai vai afetar demais sua vida amorosa?

A autora traz uma carga de contexto histórico, que eu amo, e sua escrita é bem envolvente. Também achei interessante ela fazer menção de várias músicas - na maioria dos anos 60 -, e a protagonista da primeira parte registrar alguns momentos em seu diário, o que nos dá uma proximidade maior com Carmen e seus sentimentos. Megan mostra a vida dos personagens de perspectivas diferentes, e os mesmos foram muito bem construídos. Minha única "reclamação" é que o livro deu grande enfoque no erotismo de uma hora para outra, mas, parando pra pensar, talvez Megan tenha feito isso de propósito, para marcar bem a época. Enquanto lia as últimas páginas, percebi que o livro me fez ficar mais emocionada e envolvida com a trama do que eu imaginava estar. E, como uma amante de epílogos, tenho que dizer que esse - além dos últimos capítulos - superou minhas expectativas. 
Você se lembra de mim? deixa uma mensagem muito boa de que devemos aproveitar ao máximo o presente, sabendo que o futuro vai vir, apesar de não saber o que esperar dele. A amizade de mãe e filha entre Alana e Carmen, e melhores amigas, entre Alana e Isa, também me emocionaram muito, além das cenas onde Joel se revelava um fofo, maravilhoso e admirável homem. 

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

RESENHA - O Pequeno Príncipe

O Pequeno Príncipe é um livro que eu já estava há um bom tempo querendo ler; quem já tinha lido me falava que era maravilhoso. Fui adiando e adiando, mas chegou uma hora que eu pensei "chega! É agora que eu leio esse livro!". Ah, e como foi bom! Mais do que bom... excelente, maravilhoso, fascinante! O autor conta a história com uma simplicidade encantadora, junto até com uma certa dose de humor, e os personagens apresentados e também as incansáveis perguntas do protagonista nos fazem questionar o que realmente importa na vida. Ler O Pequeno Príncipe dá vontade de sonhar, dá vontade de olhar e admirar as pequenas - mas belas - coisas que nos passam despercebidas no dia-a-dia.
 Acredito que tem uma frase do livro em especial que podemos tirar uma importante reflexão: "O essencial é invisível aos olhos". Acho que a maioria das pessoas sabe disso, mas é sempre bom lembrar, né? O que realmente importa é quem somos por dentro e não por fora. Não podemos julgar alguém pela sua aparência. Me emocionei muito com as lembranças que o Pequeno Príncipe tinha da sua rosa, e de quanto - e apesar de tudo - ela era importante para ele. Outro trecho que me marcou muito, tem a ver com a rosa, e que resume um dos assuntos que o livro aborda (amizade) é esse:
"Tu não és ainda para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu também não tens necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo..."
É um livro "de criança", mas não importa a idade, todos deveriam ler.

sábado, 11 de fevereiro de 2017

RESENHA - O Duque e Eu

"- Eu amo você, Daff - disse ele baixinho.
O coração dela começou a bater de novo, dessa vez com toda a força.
- Ama?
Ele assentiu, roçando o nariz no dela.
- Não pude evitar."
O Duque e Eu foi o primeiro contato que eu tive com a Julia Quinn, depois de ouvir muitos elogios - com toda a razão - sobre a autora. O livro inicia nos dando uma noção de quem é Simon Basset, e já começa deixando os leitores com uma enxurrada de sentimentos dentro do peito. Depois, sempre com uma escrita bem-humorada, a autora nos coloca a par da família Bridgerton, e de como a sociedade funciona. Daphne, a protagonista da vez, é a quarta de oito filhos e, por mais que tivesse uma beleza razoável e fosse gentil e espirituosa, só atraía os homens errados (ou velhos demais, ou pouco inteigentes...).
Então, após chegar de viagem, o charmoso e arrogante Simon, que também é o melhor amigo do irmão mais velho de Daphne, encontra sem querer com a moça. Eles tem um momento bem "caliente", mas quando Simon se dá conta de que a mulher é Daphne, e Daphne se dá conta de que Simon é o libertino de quem todo mundo a alerta, eles se recompõem e seguem adiante. Porém, o contato dos dois não para por aí.
Com Daphne querendo um pretendente, e Simon querendo espantar as mães casamenteiras, os dois bolam um plano: vão fingir que estão apaixonados. Assim, os cavalheiros se interessariam por Daphne (afinal, se um Duque se interessou é porque ela tem algo a mais), e as jovens que querem casar cairiam fora (que pena... o belo e rico Duque já tem alguém). Só que o plano não ocorre como o esperado... A farsa está começando a se tornar realidade. Daphne começa a realmente se apaixonar por Simon, e o Duque tem cada vez mais dificuldade de se conter e não beijar Daphne.
Bom, sem muito mais spoilers, a trama se desenrola, com momentos de tirar o fôlego. A Julia conseguiu me prender na história, e eu cada vez ficava mais curiosa para saber o final. E como não se apaixonar pelo Simon, né?! O livro é muito bom, e eu já estou ansiosa para continuar a série! Quero só ver o que esses irmãos da Daphne vão aprontar!