segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Está tudo bem em não estar bem


Está tudo bem em não estar bem. Eu não digo no sentido de alguma doença, mas sim no sentido de não parecer com o dito "normal". O bem. O estar sempre sorrindo, "de boas". Quando temos um relacionamento com Deus, não podemos fingir. Não podemos ser de mentira diante dEle. Ele sabe de tudo. Ele não quer que sejamos fortes diante dEle; Ele quer que sejamos dependentes e entregues. Como Ele vai trabalhar em nós todas as fraquezas, como Ele vai nos ajudar, se colocamos uma armadura quando vamos nos encontrar com Ele?
Em Mateus 5:4 diz: Bem aventurados os que choram, pois serão consolados. É bom chorar. Chorar faz bem. E muitas vezes não é por uma situação específica, mas, simplesmente, porque queremos chorar. Não estou querendo dizer aqui que ficar com lacunas no coração, ficar triste, depressivo, é bom. Só que não precisamos ser fortes e estar bem o tempo todo. Sem ficar se comparando com as outras pessoas, sem ficar buscando os resultados quando ainda não trabalhamos o problema. O bom é que Ele tem a solução. A solução, na verdade, é Ele.
Todos nós temos problemas, coisas a serem resolvidas no coração. Coisas a serem resolvidas. Deus quer resolver. Mas Ele não pode chegar e arrumar tudo quando não estamos preparados. Ele tem o seu devido tempo. Porque Ele sabe. Ele sabe. Então tudo que nós precisamos fazer é ter um coração entregue a Ele e esperar. Ser vulnerável diante dEle é deixar Ele no controle. E Deus no controle, o amor de Deus... ah, isso acalma qualquer alma.
Nesse meio tempo, não tem problema ficar diferente. Não tem problema não estar bem. Claro, como vamos ficar bem, ficar normal diante das pessoas, se temos uma multidão de sentimentos dentro de nós, se "estamos em obras" (créditos à Roberta Vicente por essa incrível frase)? É bom sairmos da nossa zona de conforto. É bom avançar na maturidade (emocional e espiritual). Tudo isso tem um propósito. Porque Ele tem um propósito em tudo que faz. E Ele quer fazer. Ele faz quando nos rendemos diante dEle.
Então está tudo bem em não estar bem.

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Não é sobre bençãos; não é sobre nós. É sobre Ele.

Ao nos distrairmos do nosso alvo, muitas vezes temos a chance de errar nosso propósito de trabalhar, de fazer obras - quaisquer sejam elas. Nessas horas, tão cheios de nós mesmos, tão orgulhosos dos trabalhos falsamente nossos, nos deixamos levar por aquilo que está no nosso coração corrompido, não na vontade de Deus. Pensamos estar fazendo algo em prol do que acreditamos, quando na verdade estamos nos desviando do que queremos. Logo, ao nos darmos conta disso tudo, devemos perceber nossa fragilidade, e nosso orgulho tão descarado que, na verdade, nem deveria existir. Precisamos nos humilhar. Em seguida, precisamos ter o desejo de nos livrarmos de nós mesmos e nos enchermos daquele que é suficiente e preenche todas as lacunas do nosso coração. Daquele que é o nosso alvo.

Depois de refletir um pouco sobre o que é o Evangelho (é sobre Deus, sobre Jesus, sobre negar a si mesmo e ser como Jesus), me peguei observando e pensando sobre uma situação não muito rara: o fato de cristãos estarem dando muita atenção às riquezas (terrenas). Não me excluo disso, e nem julgo quem o faz, até porque não é minha função, e muito menos sou digna para tal. Mas, então, porque procuramos e fazemos tanto para alcançar a prosperidade (foco na área financeira e tudo o que vêm com ela)? Lendo o Novo Testamento, fica claro que neste mundo passaremos por sofrimentos e aflições. Jesus não nos garantiu riquezas nem fama. Ele nos garantiu consolo, e a oportunidade de crer, proveniente da graça. Como, então, esperar (eventualmente, até cobrar) isso de Deus?

"A vida de um homem não consiste na quantidade dos seus bens" diz em Lucas 12:15. Muitas vezes, além do fato de nos preocuparmos demais com a tão desejada prosperidade, esse fator é o que pode provocar aquilo que tanto nos foi alertado para não fazermos: a acepção de pessoas. Entram numa sala de aula, um homem vestido normalmente, com uma calça jeans e uma camiseta barata, por exemplo, e outro homem com um terno visivelmente caro. O primeiro diz que trabalha realizando transporte de móveis; o segundo, diz ser advogado, e fala dos seus vários diplomas e cursos no exterior. Quem será que a turma irá respeitar e considerar mais? Fazemos isso até sem perceber, com um simples gesto, como, por exemplo, se ajeitar melhor na cadeira ao ouvir o engravatado falar.

Quanto valor damos às riquezas, então, não? Não, não é errado ser rico. Mas a forma como, e para que, usamos essa riqueza, pode ser fator de destruição (tanto em bens como psicológica. A importância que se dá àquilo que não é importante pode causar sentimentos de derrota e frustração). Lucas 5:38-42 nos fala para, caso alguém nos agrida em uma face, oferecermos a outra para o agressor. Difícil tarefa. Às vezes nem é porque irá doer, mas sim pelo nosso orgulho. Esse nos impede de nos humilharmos, de considerarmos o outro superior a nós. E Cristo disse para nos humilharmos. Nos humilharmos diante das pessoas ao nosso redor, mas não somente isso. No livro de Tiago, capítulo 4, diz "Humilhem-se diante do Senhor, e ele os exaltará" (versículo 10); e continua, no versículo 14, nos dizendo que nada somos. E, realmente, nada somos por nosso mérito. Se tudo que somos vêm de Deus, e se somos como a neblina que depois de pouco tempo se dissipa, do que iremos nos orgulhar? O que valerá o que conquistamos aqui? Obviamente é bom e importante ter conhecimento de assuntos terrenos, mas se deixarmos nossa mente se preocupar mais com isso do que com o Reino, o Evangelho perde seu sentido.

"O que ganhamos quando obedecemos aos seus preceitos (...)?" Malaquias 3:14. Nós não cremos em Deus e seguimos a Jesus para ganhar algo, e sim para perder algo. Para perder o mal que está em nós. Para deixar de lado nossa personalidade, que tantas vezes nos assombra no falar e no agir, para nos enchermos do caráter de Jesus. Então não é o que ganhamos em riquezas, mas sim o que perdemos de nós mesmos. 
Dois trechos muito importantes de Gálatas 6 nesse aspecto: "Os que desejam causar boa impressão exteriormente (...) agem desse modo apenas para não serem perseguidos por causa de Cristo" e "O que importa é ser uma nova criação".

Quando abandonamos no nosso coração os nossos interesses que nada são interessados em Deus, abrimos espaço para, de fato, sermos cheios do Espírito Santo. O Senhor quer um coração entregue e dependente dele; isso não só quando percebemos que Ele torna o nosso dia melhor, ou acalma nosso coração, mas também quando abrimos mão do que queremos (seja um desejo instantâneo ou futuro) para dar lugar à Sua vontade e, é claro, à Ele. Esse pensamento também nos remete à importância de vivermos com um propósito. Com o propósito Dele. Quando isso se torna uma das coisas mais importantes na nossa vida, fica bem mais inevitável que sejamos para o louvor da sua glória (Efésios 1:12).

Gosto muito de uma música (Oração - Os Arrais) (escutem, é muito boa) que fala assim
"Me esvazie de mim e desse mundo
E que o meu nome morra com meu corpo
E que o de Cristo permaneça em tudo".
E também outra do Preto no Branco, cujo nome fala bem o que sinto: Não quero ser mais eu. Quando percebemos o que seríamos, ou somos, sem Deus, com certeza não queremos mais ser nós mesmos. E é se dando conta disso que percebemos o quanto necessitamos Dele, em tudo. 

"Nada tendo, mas possuindo tudo" (2 Coríntios 6:10).

Uma frase que considero ótima e muito pertinente para esse texto, é a seguinte, dita pela Fabíola Melo, "Nós não fomos chamados para viver o mais fácil; nós fomos chamados para revelar Cristo no nosso caráter, no nosso comportamento". Se temos um relacionamento diário, sincero e profundo com Jesus, cada vez mais nos tornamos como Ele. As pessoas que convivemos nos influenciam, e a melhor influência que se pode ter, é a de Jesus.

Darmos valor as coisas importantes da vida, sem dar muito valor à nossa própria vida. Não pensar no ganho material, mas no espiritual. Se esvaziar de si mesmo a ponto de se encher de Jesus, e do Espírito Santo, usando o que o Senhor nos deu para alinhar o nosso propósito de vida com o propósito da boa vontade Dele.

Não é sobre nós. É sobre Ele.

segunda-feira, 24 de julho de 2017

RESENHA - O Poder da Língua

Primeiro, quero deixar bem claro aqui que não estou fazendo essa "resenha" (aspas porque o livro não têm bem uma história, apenas vou falar pontos que ele traz) com o propósito de converter alguém à minha religião (pois o livro é cristão) e também não quero julgar ninguém. Provavelmente muitos não vão concordar, por diversos motivos, com o que eu vou escrever, e está tudo bem! Faço, nos últimos meses, resenhas dos livros que eu leio, e não teria motivo para ser diferente com esse, que me fez refletir muito. Será uma resenha mais séria.
Bom, eu falo demais. Falo em horas que não devo, falo coisas ruins por impulso, e gasto minha saliva discutindo coisas que nem são tão importantes (claro que acho o debate muito válido, mas enfim). O Poder da Língua, com base bíblica, me mostrou que temos que ter cuidado com o que sai da nossa boca. 
"(...) Pois a boca fala do que está cheio o coração" Mateus 12:34
Esse versículo é extremamente importante. Falamos o que está dentro de nós. Assim, quem nos escuta, sabe o que está ocupando nosso coração. Também por isso temos que cuidar o que falamos. Além disso, a língua têm poder, e pode ser usada para o bem, ou para o mal.
"Precisamos entender definitivamente que palavras podem destruir quando usadas da forma errada."
Quando desejamos algo a uma pessoa, isso pode realmente atingir ela. Portanto, se falamos a alguém "Morra!", mesmo que de brincadeira, estamos proferindo uma palavra, literalmente, de morte sobre ela, o que pode ser muito perigoso. 
"Não existe fofoca inocente."
Eu sempre soube que fofoca não era uma coisa boa, mas, cada vez mais, esse ponto têm me feito refletir. Como sou uma pessoa curiosa, e que gosta muito de falar, erro muito nesse aspecto. Todo tipo de fofoca é ruim, e não adianta disfarçar.
Outro ponto é falar o nome de Deus em vão. Sempre falei muito "meu Deus!", como uma expressão de surpresa. Porém, segundo a Bíblia, devemos respeitar o nome de Deus. Seu nome revela sua natureza, e deve ser tratado de uma forma grandiosa, pois Sua natureza é grandiosa. E também, ao falarmos o nome de Deus por qualquer coisa, nossa oração perde poder.
Já deu para perceber que a língua têm uma força sobrenatural. Quando falamos uma afirmação, com fé, isso dá em alguma coisa. Quem acredita e ama Deus, precisa alinhar o que fala com o que a Bíblia fala. Assim passamos a ter um coração segundo a vontade de Deus, não só falando coisas boas, mas realmente cheios delas.
Quando falamos muito sobre dinheiro, nos tornamos apegados à ele. Isso não é certo, pois não se deve amar o dinheiro (por mais que ele seja necessário). Não devemos colocar nossa alegria em bens materiais, mas devemos usar o dinheiro para abençoar as pessoas e compartilhar a Palavra de Deus. Muitas vezes, quando passamos por alguma dificuldade financeira, Deus nos "testa" para ver se temos fé que coisas melhores estão por vir. Portanto, reclamar diante desses problemas não é uma solução, e até pode piorar a situação, entristecendo Deus e o nosso próprio coração.
Diante de tantos "isso é errado", "precisamos ter cuidado com isso", até parece que a Bíblia é um livro cheio de regrinhas, e O Poder da Língua está cheio delas. Porém, não é bem assim. A Bíblia é um livro maravilhoso, com uma história maravilhosa, e cheios de ensinamentos/conselhos maravilhosos para ter uma vida plena. E as palavras também podem trazer a vida. O autor, Gary Haynes, fala que Jó, um cara de Deus, "foi muito sábio em usar a sua boca como arma de vida". Que possamos falar palavras de vida, palavras boas, que deixem o dia das pessoas que estão ao nosso redor mais feliz. 
"Com certeza, por meio do que você fala, poderá evitar tragédias e calamidades e liberar o poder de Deus para fazer milagres."

domingo, 16 de julho de 2017

RESENHA - Amor de Cordel

"Eu sempre acreditei na existência de almas gêmeas e cheguei a pensar que havia encontrado a minha quando me casei. Mas depois de superar a dor da separação, percebi que gostaria de ter alguém que me fizesse sonhar novamente, que fosse capaz de despertar a paixão no meu peito."

Andrea Marques nos apresenta Carol, uma terapeuta ocupacional que passou por um divórcio - como diz no trecho acima - um tanto doloroso. No início do livro acompanhamos as mudanças na vida de Carol; ela, com certeza, está recomeçando tudo. Entre mudança de apartamento, começo de idas à academia, e novas amizades, vamos acompanhando essa profissional de uma - por muitos - desconhecida área da saúde no seu iminente recomeço.
Na clínica onde trabalha, a protagonista recebe um paciente especial, um amigo do seu chefe. Mas não, ele não é especial só por causa disso. Seus olhos cor de jade e a barba por fazer são pequenos detalhes que deixam o pacote da beleza completo. E não é só por causa da beleza que Carol se encanta e fica sem fala. Além de ser muito educado, com uma voz suave o homem sabe puxar conversa, mas deixa Carol atônita. O nome dele é Alexandre. 
Conforme as consultas com o maravilhoso paciente vão acontecendo, Carol praticamente não consegue pensar em outra coisa senão no homem que fez seu coração bater mais forte novamente. Até que os dois, pouco a pouco, vão se aproximando, e a vida de Carol nunca mais será a mesma. A questão é se isso é uma coisa boa ou ruim...

A autora traz acontecimentos no final do livro que nos deixam sem fôlego. Isso, por si só, já deixa a leitura muito gostosa. Mas, além dessa narrativa detalhista, Andrea aborda temas muito necessários de serem discutidos, como homossexualidade, deficiência física, e a intervenção da família e da sociedade em geral nos relacionamentos. Esses três assuntos são muito presentes no livro; o primeiro, porque Carol se torna vizinha de um casal homossexual, e vê como algumas coisas são difíceis para eles. O segundo é trazido inevitavelmente, já que a protagonista trabalha na área da saúde, e lida com pessoas debilitadas no dia-a-dia. E o último, devido ao fato de Alexandre ser um tanto mais novo que Carol, e isso não é bem aceito por algumas pessoas com quem os dois convivem. O livro me arrancou algumas (muitas) lágrimas, a ponto de eu ter que parar por um tempinho
a leitura. É um romance muito realista, que nos faz encarar problemas que muitas vezes nos passam despercebidos, embora termine de uma forma que nos deixa com uma sensação boa e um gostinho de "quero mais".

domingo, 9 de julho de 2017

RESENHA - Procura-se um Marido

Pelo nome do livro, pode parecer só mais um romance qualquer. Porém, estaria muito enganado quem pensasse isso. Carina Rissi, além do - óbvio - romance, nos trás muita comédia, suspense, e cenas de tirar o fôlego. 

Alicia é uma garota órfã que foi criada desde cedo pelo rico avô, seu Narciso. Ela não trabalha, não liga para responsabilidades - aliás, nem conhece essa palavra -, e vive viajando pelo mundo as custas do avô. Mas um dia tudo muda. Alicia recebe uma ligação de Clóvis, braço direito de Narciso, dizendo que o senhor que ela tanto amava havia sido internado. A protagonista vai correndo ao hospital, mas já era tarde demais. Clóvis conta que Narciso tinha um aneurisma cerebral, mas que o avô escondeu isso de Alicia para ela não se preocupar com ele. 
Ainda muito triste pela perda, mas contando com o apoio da sua melhor amiga, Mari e da empregada da mansão em que morava, Mazé, Alicia ouve de Clóvis uma notícia bem desagradável: ela só poderá tocar na herança do avô se casar, e até lá, irá ficar trabalhando num cargo bem pequeno na L&L Cosméticos, uma das empresas de Narciso. 
Ao ouvir isso, a mimada garota fica em choque e com muita raiva de seu avô. Ele fizera isso só para que ela "entrasse nos eixos". Mas como ela iria viver de um emprego com um salário baixíssimo? E como ela iria se casar de uma hora para outra para poder receber a sua herança?  Nesse meio tempo, a protagonista está trabalhando no tão - para ela - desprezível emprego, e tendo que se virar com a pouca grana que tem. No novo trabalho, ela conhece Max, um homem grosseiro, mas muuito lindo. Não acontece nada entre eles, mas o cara com certeza não passou despercebido - seja por ter sido rude ou por sua beleza.
Ao ver que sua vida está uma bagunça e que ela tinha logo que receber a herança, Alicia teve uma "brilhante" ideia: colocar um anúncio no jornal para encontrar um falso marido. Mari achou tudo isso uma loucura - e realmente é -, mas, como sempre, ficou ao lado de Alicia. Enquanto espera por mais um candidato, depois de ter algumas decepções, quem chega? Max, o cara que a deixava, de alguma forma, nervosa e com as emoções à for da pele.
Depois de Max explicar tudo que queria a Alicia (só queria parecer casado por motivos profissionais), ela aceita que o homem seja seu marido de aluguel. A partir daí, as coisas vão esquentando entre eles, e um casamento fajuto e falso, começa a ser verdadeiro. Porém a vida não é tão simples assim, e mesmo depois de tudo que Alicia passou, ela têm que lidar com seus sentimentos em relação a Max, e também com certas coisas estranhas acontecendo...

A história é tudo de bom! Foi muito bem construída, com personagens de personalidades marcantes, e com uma narrativa viciante. A autora nos faz entrar na trama e torcer pela protagonista. O livro me arrancou risadas, caras de surpresa, e me deixou ainda mais iludida com as partes de romance. Quero um Max pra mim, gente... QUE HOMEM, sério! Recomendo muito o livro a todos os amantes de Chick Lit, mas venham preparados para fortes emoções!

"Era um bocado de coisas boas. Eu estava feliz com tudo que havia feito, por ter conseguido retomar as rédeas de minha vida."

domingo, 11 de junho de 2017

Reflexão sobre João 14

Passei a semana toda com um trecho desse capítulo na cabeça. Praticamente todos esses dias, eu abria a Bíblia e relia esse texto que tanto me marcou. Hoje li o resto e tudo fez ainda mais sentido. Bom, vamos começar pelo começo.
No primeiro versículo, Jesus fala para o nosso coração não se perturbar. Já podemos perceber aí como a Bíblia é atemporal. Se desde aquela época já havia preocupações, que dirá agora no século XXI! Mas mesmo com todas as tribulações, não devemos ser ansiosos, nem ter o coração perturbado. (Voltaremos nesse assunto mais adiante)
No versículo 5 Tomé pergunta a Jesus como podemos saber o caminho para onde Ele vai. Muitas pessoas buscam intensamente o caminho para Deus, para uma conexão com uma força maior, ou pelo menos para chegar a um certo nível de espiritualidade. Mas Jesus respondeu "Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, a não ser por mim". Então, Jesus é o único caminho para Deus. Quem conhece, acredita, segue, e ama Jesus, encontra Deus. Podemos procurar em qualquer religião, lugar, ou pessoa, porém a única verdade é Jesus - vejam bem, Jesus; não a religião cristã.
E a respeito disso temos outro trechinho bem importante: o versículo 9. Lá, a melhor pessoa que já existiu, fala "Quem me vê, vê o Pai". É só olharmos para as obras e palavras de Jesus que passamos a entender Deus, já que a vontade do Pai se cumpria na vida do Filho. Ele continua falando disso no versículo 10, onde fala que o Pai, que vive nele, está realizando sua obra. Podemos conhecer bem uma pessoa quando vemos tudo o que ela faz. Assim também é com Deus e suas obras através de Jesus.
Agora vamos para uma parte que, aparentemente, nem todo cristão se deu conta: quem ama, obedece. Muita gente diz amar a Deus, mas não procura obedecer Ele. Claro que todo mundo erra e tem seus defeitos, mas dizer que ama e ficar por isso mesmo não foi o que Jesus disse no versículo 15. Obedecer a Deus vai além de ler a Bíblia e fazer o que acha que é certo. Obedecer a Deus é ler a Bíblia, tomar consciência do que ela fala, e tentar praticar no dia-a-dia. Talvez seja por isso que tantas pessoas têm uma ideia errada sobre o que é ser cristão... Obedecer a Deus é estar atento ao Conselheiro - o Espírito da VERDADE - que Deus nos mandou. Esse Espírito tão desconhecido pelo mundo, nos ensina e lembra tudo o que Jesus falou. Se estamos sensíveis ao Conselheiro (o próprio nome já diz que sua função é nos orientar e ajudar), é bem mais fácil pôr em prática os conceitos da vida cristã. 
Agora, voltando a parte sobre não ficarmos aflitos nem preocupados. O versículo 27 diz "Deixo-lhes a minha paz; a minha paz lhes dou. Não a dou como o mundo a dá. Não se perturbe o seu coração, nem tenham medo". Jesus nos DEU a paz dEle. É de graça! Essa paz não é aquela falsa paz que sentimos através de drogas, bebida, palavras superficiais, ou simples prazeres como fazer compras, comer, dar uma cochilada de tarde. Essa paz refrigera a nossa alma e ao mesmo tempo ascende uma chama escondida. Essa paz nos faz descansar e e nos dá energia. Ela nos acalma e nos anima. Essa paz não é passageira. Essa paz, quando estamos em uma situação perigosa, nos faz perder o medo, pois lembramos que Jesus está conosco. 
Esse capítulo mostra que Jesus é a resposta. Jesus é o que tanto procuramos e não achamos. Jesus é a vida e a liberdade que queremos e não temos. Quem acredita em Jesus e ama Jesus, acredita em Deus e ama Deus. A partir daí, viver nesse mundo louco, com tantas coisas horríveis acontecendo, fica bem mais fácil, pois temos a paz que não é passageira. Se tu sente um vazio dentro de ti, vai por mim: a única pessoa que pode preencher isso é Jesus. Ele não é uma figura religiosa. Ele é um pai, um amigo, um conselheiro, e é lindo! Por quê não tentar conhecer Ele?

segunda-feira, 1 de maio de 2017

Conversas da Madrugada

Eu digo oi e pergunto como você está

Você me responde, diz que deu uma volta acolá

Dividimos segredos

Contamos nos dedos

O número de horas que faltam

Para nos vermos


Conversa vai, conversa vem

Quietude

Mas, meu bem

Cadê a atitude?


Eu paro, penso, comparo

Grito por dentro, procurando amparo

Perdida nos meus próprios sonhos

Nós dois, risonhos


Um barulho me desperta

Me pego sorrindo olhando pra tela

Estou certa

Estou completa

Estou liberta