terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

RESENHA - Você se lembra de mim?


" - Ei, menina! Ei, bravinha! Amo você!
Ela sorriu. Jogando-lhe um beijo com a mão, gritou:
- Al di là, meu amor. Al di là!"

Megan Maxell conta que o livro baseia-se na história de sua mãe, e ela quis dar um final feliz a essa história. O livro é dividido em duas partes: a primeira seria a juventude de sua mãe na Alemanha, nos anos 60; e a segunda, o suposto final feliz, já "atualmente". Eu não esperava essa divisão, mas adorei! Essa primeira parte conta a história de Carmen e Loli - duas irmãs com seus 20 e poucos anos - a partir do momento que saíram da Espanha, e embarcaram num trem para a Alemanha. No meio da viagem, encontraram uma menina com mais ou menos a idade delas, Teresa, que iria para a mesma cidade que elas, e trabalharia na mesma fábrica. De cara ficaram amigas e, juntas, foram se acostumando a vida na Alemanha. Um tempinho depois conhecem Renata, uma mulher alemã de personalidade forte, e as quatro vão formando uma grande amizade.
Conforme a história vai se desenrolando, o livro começa a focar mais em Carmen, que depois de um tempo na Alemanha conhece o soldado americano Teddy. Os dois têm uma história de amor incrível, talvez um pouco clichê, mas são separados devido a guerra no Vietnã. A vida de Carmen depois da partida de Teddy se transforma: ela descobre que está grávida, e decide manter o bebê. Mas, além de ter que lidar com isso, a ausência de Teddy deixa ela muito mal, apesar de sempre trocarem cartas. A trama vai seguindo e as meninas vão se distanciando, cada uma indo para um lugar do mundo. Só que lá pelas tantas, depois de ganhar a bebê, que Carmen dera o nome de Alana - o mesmo nome da avó de Teddy, que o havia criado -, ela parou de receber as cartas do amor de sua vida, e nunca mais ficou sabendo como e onde estava Teddy, ou mesmo se ele estava vivo.
35 anos depois, começa a segunda parte do livro, onde a principal história é contada. Damos de cara com Alana já crescida, convivendo muito bem com sua mãe e suas amigas - uma mais chegada, Isa -, e trabalhando numa importante revista de Madri. Ao ir a Nova York para fazer uma matéria para a Exception, Alana encontra Joel Parker, um atraente Capitão americano. Quando soube dessa última informação, a jornalista se desesperou e saiu correndo. Só que as coisas entre eles não pararam por aí, e o casal da vez acaba se encontrando de novo. Mas Alana tem um pé atrás com Joel por ele ser um soldado, e ainda mais americano (!). Será que ela vai conseguir deixar de lado as lembranças que tem de sua mãe sofrendo por amor e se entregar por inteiro a Joel, ou o passado mal resolvido com seu pai vai afetar demais sua vida amorosa?

A autora traz uma carga de contexto histórico, que eu amo, e sua escrita é bem envolvente. Também achei interessante ela fazer menção de várias músicas - na maioria dos anos 60 -, e a protagonista da primeira parte registrar alguns momentos em seu diário, o que nos dá uma proximidade maior com Carmen e seus sentimentos. Megan mostra a vida dos personagens de perspectivas diferentes, e os mesmos foram muito bem construídos. Minha única "reclamação" é que o livro deu grande enfoque no erotismo de uma hora para outra, mas, parando pra pensar, talvez Megan tenha feito isso de propósito, para marcar bem a época. Enquanto lia as últimas páginas, percebi que o livro me fez ficar mais emocionada e envolvida com a trama do que eu imaginava estar. E, como uma amante de epílogos, tenho que dizer que esse - além dos últimos capítulos - superou minhas expectativas. 
Você se lembra de mim? deixa uma mensagem muito boa de que devemos aproveitar ao máximo o presente, sabendo que o futuro vai vir, apesar de não saber o que esperar dele. A amizade de mãe e filha entre Alana e Carmen, e melhores amigas, entre Alana e Isa, também me emocionaram muito, além das cenas onde Joel se revelava um fofo, maravilhoso e admirável homem. 

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

RESENHA - O Pequeno Príncipe

O Pequeno Príncipe é um livro que eu já estava há um bom tempo querendo ler; quem já tinha lido me falava que era maravilhoso. Fui adiando e adiando, mas chegou uma hora que eu pensei "chega! É agora que eu leio esse livro!". Ah, e como foi bom! Mais do que bom... excelente, maravilhoso, fascinante! O autor conta a história com uma simplicidade encantadora, junto até com uma certa dose de humor, e os personagens apresentados e também as incansáveis perguntas do protagonista nos fazem questionar o que realmente importa na vida. Ler O Pequeno Príncipe dá vontade de sonhar, dá vontade de olhar e admirar as pequenas - mas belas - coisas que nos passam despercebidas no dia-a-dia.
 Acredito que tem uma frase do livro em especial que podemos tirar uma importante reflexão: "O essencial é invisível aos olhos". Acho que a maioria das pessoas sabe disso, mas é sempre bom lembrar, né? O que realmente importa é quem somos por dentro e não por fora. Não podemos julgar alguém pela sua aparência. Me emocionei muito com as lembranças que o Pequeno Príncipe tinha da sua rosa, e de quanto - e apesar de tudo - ela era importante para ele. Outro trecho que me marcou muito, tem a ver com a rosa, e que resume um dos assuntos que o livro aborda (amizade) é esse:
"Tu não és ainda para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu também não tens necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo..."
É um livro "de criança", mas não importa a idade, todos deveriam ler.

sábado, 11 de fevereiro de 2017

RESENHA - O Duque e Eu

"- Eu amo você, Daff - disse ele baixinho.
O coração dela começou a bater de novo, dessa vez com toda a força.
- Ama?
Ele assentiu, roçando o nariz no dela.
- Não pude evitar."
O Duque e Eu foi o primeiro contato que eu tive com a Julia Quinn, depois de ouvir muitos elogios - com toda a razão - sobre a autora. O livro inicia nos dando uma noção de quem é Simon Basset, e já começa deixando os leitores com uma enxurrada de sentimentos dentro do peito. Depois, sempre com uma escrita bem-humorada, a autora nos coloca a par da família Bridgerton, e de como a sociedade funciona. Daphne, a protagonista da vez, é a quarta de oito filhos e, por mais que tivesse uma beleza razoável e fosse gentil e espirituosa, só atraía os homens errados (ou velhos demais, ou pouco inteigentes...).
Então, após chegar de viagem, o charmoso e arrogante Simon, que também é o melhor amigo do irmão mais velho de Daphne, encontra sem querer com a moça. Eles tem um momento bem "caliente", mas quando Simon se dá conta de que a mulher é Daphne, e Daphne se dá conta de que Simon é o libertino de quem todo mundo a alerta, eles se recompõem e seguem adiante. Porém, o contato dos dois não para por aí.
Com Daphne querendo um pretendente, e Simon querendo espantar as mães casamenteiras, os dois bolam um plano: vão fingir que estão apaixonados. Assim, os cavalheiros se interessariam por Daphne (afinal, se um Duque se interessou é porque ela tem algo a mais), e as jovens que querem casar cairiam fora (que pena... o belo e rico Duque já tem alguém). Só que o plano não ocorre como o esperado... A farsa está começando a se tornar realidade. Daphne começa a realmente se apaixonar por Simon, e o Duque tem cada vez mais dificuldade de se conter e não beijar Daphne.
Bom, sem muito mais spoilers, a trama se desenrola, com momentos de tirar o fôlego. A Julia conseguiu me prender na história, e eu cada vez ficava mais curiosa para saber o final. E como não se apaixonar pelo Simon, né?! O livro é muito bom, e eu já estou ansiosa para continuar a série! Quero só ver o que esses irmãos da Daphne vão aprontar!