segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Céu

Olhar pro céu faz eu me sentir bem
Me faz sonhar e planejar o futuro
Faz eu achar que tudo é possível (e, de fato, é)
Ao olhar pro céu, eu me sinto pequena, e ao mesmo tempo grande
Me faz viajar
Me faz pensar
Olhar pro céu traz memórias felizes, outras nem tanto
Me dá uma sensação de melancolia
Me traz nostalgia
Mas, no fim, tudo fica bem
Ao olhar pro céu, me dá uma vontade de viver
Me sinto plena e forte
Me sinto necessitada e sensível
É uma mistura de todo tipo de emoção
(Mas sabemos que são as boas que predominam)
E, principalmente, ao olhar pro céu, eu vejo o amor
O amor de Deus
Tudo isso, quando olho pro céu

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

A oculta necessidade do cavalheirismo

É de conhecimento de todos que a sociedade vem mudando cada vez mais. A tecnologia avançando, pensamentos - antes tão certos e indiscutíveis - se renovando, costumes mudando... Mas o meu ponto principal no momento são esses costumes, focando no cavalheirismo. Obviamente, todos nós estamos em constante estado de evolução - seja fisicamente, mentalmente ou emocionalmente -, e isso se reflete no nosso modo de agir. Mas será que toda "evolução" é boa? Não precisamos mais do dito tão antigo e antiquado cavalheirismo
Tenho prestado mais atenção nos últimos dias, e me parece que as mulheres estão sedentas pelo cortejamento, e os homens (alguns; os que tem caráter e valorizam a mulher), para cortejá-las. Talvez seja pela minha recente - e tão proveitosa - leitura de romances de época que tenho ficado com esse pensamento martelando na cabeça, mas, ligando fatos, percebo que isso realmente existe. 
Muitas vezes o homem tem certa atitude com uma mulher só com a intenção de fazê-la se sentir bem. Pagar a conta do restaurante, abrir a porta do carro, fazer um elogio, não é machismo. Às vezes o cara fala "minha mulher" e a moça fica ofendida. Eu não vejo nada de mais nisso; ele só está esclarecendo que a própria é a namorada/esposa dele. Não é machismo. A maioria dessas coisas, como já falei, é para a mulher se sentir lisonjeada.
Mas, assim como existe mulheres que não estão nem aí para a maneira que vão ser conquistadas, existem homens que, na minha opinião (como tudo que está escrito aqui), não prestam, e acham que cavalheirismo parou na metade do século XX, e olhe lá. É com esses homens que devemos ter cuidado (digo isso para as meninas/mulheres românticas iguais a mim), se estamos querendo ser lisonjeadas e paparicadas. Claro que aquela coisa, às vezes monótona e brega do século XVIII, XIX, está FORA DE QUESTÃO. Mas um pouquinho de romance... acho que todo mundo quer, né?
Bom, minha conclusão é que, na medida certa, o cavalheirismo é super válido. E minha dica para as mulheres que desejam isso é: exijam e façam por merecer! E homens: abram o olho e revejam suas atitudes ;) 

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

O homem no ônibus

Ele andava curvado, à procura de um lugar para sentar. No fundo do ônibus, finalmente encontrou um assento vazio. Se acomodou e tirou da mochila os fones de ouvido - aqueles grandes, mais caros e chamativos.
Perdido em seus pensamentos, ele nem imaginava o que as pessoas à sua volta estariam pensando a seu respeito. "Deve ter roubado aqueles fones"; "Ainda bem que não sentou perto de mim"; "Será que esse cheiro estranho está vindo dele?"
O homem pensava em como faria para mandar dinheiro para a família. Pensava se conseguiria um emprego melhor que o atual. Pensava se, um dia, seria "alguém na vida", como falavam por aí.
Finalmente chegou sua parada, e o homem desceu os degraus do coletivo. O motivo do medo e nojo de alguns passageiros foi embora; todos seguiram com suas vidas, sem lembrar, no dia seguinte, que o viram.

São várias as perguntas que tenho para situações como essa, mas a principal é: quando vai acabar? O racismo está enraizado, e tentar desconstruí-lo é a luta de muitos (graças a Deus!). A história eu inventei, mas, claramente, foi baseada em fatos reais.
E aí, você é um dos passageiros do ônibus?

domingo, 18 de setembro de 2016

"Liberdade, liberdade"

O conceito de liberdade varia muito de pessoa para pessoa. Claro, no dicionário pode ser o mesmo sempre, com palavras difíceis e tal (estou com preguiça de procurar), mas cada um entende por liberdade o que quiser. Afinal, todos são livres.
Alguns acreditam que ter liberdade é fazer tudo o que quiser. Curtir a vida, aproveitar e abusar de cada segundo. Viver sem arrependimentos. Sério? Sem arrependimentos?
Outros, pensam que ser livre é poder sair na rua, ter seu trabalho e sua vida. Só. Também, pra quê perder tempo pensando muito nessas coisas? A vida é assim e pronto. 
Já eu (e tomara que outras pessoas também), acredito que liberdade é saber que tu pode fazer "o que quiser" (as aspas são pra lembrar que somos civilizados), mas também saber que essas escolhas que tu fizer geram consequências. E, além disso, sei e vivo uma outra liberdade: a liberdade de Jesus. Essa liberdade é a melhor! Tu é livre, tu sabe que existem escolhas e consequências, e tu tem um cara que sabe de tu (tudo mesmo) pra te ajudar a tomar as decisões corretas.
Então, pra quê viver sem pensar no depois, se o depois VAI VIR? Ele existe! Sim, as consequências existem, e podem vir logo em seguida, ou mais tarde. Também acredito que devemos aproveitar a vida, mas de um jeito que REALMENTE não nos arrependeremos. Como fazer isso? Aproveita os momentos com tua família; nunca se sabe quando tu não vai mais ter eles por perto (aliás, ora pra Deus os guardar). Não cria inimigos; algum dia tu pode precisar deles. Quando tu ver o céu bonito, com diferentes tons, não tira só uma foto e esquece; continua olhando e admirando. 
Enquanto escrevia isso, minha gata começou a puxar brincadeira comigo. Parei de escrever e fui brincar com ela, pois não sei quando não terei mais ela comigo. Pra não terminar esse texto com um clima de bad, quero te lembrar que existe um Deus - O Deus; O Cara - que está sempre pronto pra te consolar e ser teu refúgio. Ele está ali para dar conselhos e para corrigir. Vale a pena conhecer esse Deus, te garanto! E esse foi meu textinho filosófico. Acabei.


terça-feira, 13 de setembro de 2016

sem criatividade para um título

Saindo da padaria, a mulher não fazia ideia do que a esperava. Levava uma vida calma e solitária, e a leve chuva que caia era a sua única companhia. Saiu caminhando lentamente na direção de sua casa, nem um pouco preocupada em se molhar. Observar a brincadeira das crianças, os carinhos trocados pelos namorados... tudo isso a fazia feliz. E foi isso que a mulher fez até chegar no seu destino. Mas o mundo dá voltas. Agora, era a vida dela que daria aos outros o que falar.
Ao ver o que a aguardava no portão do sobrado, seu coração quase parou. Lágrimas brotaram em seus olhos e ela foi abrindo um tímido sorriso, alheia aos latidos do cachorro da vizinha. O seu primeiro amor estava lá, esperando seu abraço. Depois de tanto tempo, ela quase o havia esquecido. Quase.
Mas foi se lançar nos seus braços, deixando as sacolas caírem, que tudo voltou. Todas as sensações, todas as emoções. E foi assim que começou o seu tão desejado "final feliz".

quinta-feira, 28 de julho de 2016

Esse mundo doido...

Caos. Gritaria. Guerra. Terror. Pânico. Medo. No que transformamos o mundo?
Fico me perguntando como o mundo seria se o homem não fosse tão egocêntrico e mau. Sim, mau. Por quê tantas guerras? Por quê tanta ganância? Parece que ainda não aprendemos os verdadeiros valores da vida. Ainda pensamos que é o dinheiro que faria a diferença, tornaria tudo melhor. Porque essa parece ser a motivação para tanta maldade e trapaças: riquezas. O poder ainda está presente, mas agora é diferente. Agora o que torna um homem poderoso é o dinheiro.
Mas estamos plenamente enganados se pensamos que o problema está só nos ricos, só no governo. Afinal, o governo é reflexo do seu povo. Quando colamos na prova; quando furamos uma fila; tudo isso é uma forma de corrupção. OPA! "Mas isso é normal, todo mundo faz..." É, se isso é normal e todo mundo faz, por que os governantes não podem desviar milhões de reais, só para seu "bem-estar"? Se estão todos fazendo...
Ao ver uma notícia de um jovem que se suicidou, todos ficam em choque. "Mas como? Por quê? Devia ter algum problema com drogas..." O que essas pessoas não sabem - ou não querem saber - é que podem estar causando uma vontade de o próprio filho não querer mais viver. Achar que é inútil. Será mesmo que tanta briga, castigos e xingamentos são proveituosos? Uma coisa é educar, outra é maltratar.
Esse mundo doido me deixa doida. Me dá vontade de dar uma sacudida em todo mundo e gritar "ACORDA! CHEGA!". Mas não posso fazer isso. Já que não posso gritar e sacudir, escrevo. Esse mundo doido... dá vontade de me mandar. Vontade de voltar uns séculos e explicar que não é assim que se faz. O mundo já passou por tanta coisa ruim. Ainda passa. E só porque ainda não aprendemos. Esse mundo doido me deixa doida.

domingo, 12 de junho de 2016

Minhas aventuras no ônibus

Vocês provavelmente não vão achar nada demais as minhas histórias ou os meus dilemas, mas eu vou contar mesmo assim. Ônibus é um meio de transporte do dia-a-dia de muita gente, e parece ser uma coisa insignificante (e é, Bárbara!), mas rende uma boa dose de risadas ou dramas. O pior de tudo, é quando tu tá quase chegando na parada e o ônibus passa e tu não chega a tempo. Ô coisa chata! Aí tu tenta dar aquela corridinha básica - "vai que o motorista para um pouquinho depois e abra a porta pra mim" -, mas parece que os caras não fazem questão de serem gentis. Só o que resta é se lamentar e esperar...
Um dia o cobrador foi me devolver o troco - era em moedas - e quando eu fui passar a roleta, com o troco na mão, o ônibus deu aquela freada LEGAL e minhas moedas caíram todas no chão do bus. Uma voou, inclusive. Um cara muito queridão pegou e me devolveu. Não tinha muito porquê, afinal essas coisas acontecem com qualquer um, mas eu fiquei com uma baita de uma vergonha. Sentei imediatamente e torci para que ninguém tivesse dado muita bola.
Mas o melhor são as conversas do ônibus. Eu não fico de fone ou mexendo no celular porque tenho medo de ser assaltada (sim, tenho isso graças aos meus queridos papais), então o que me resta é dormir, ler ou ouvir a conversa dos outros. Tinha uma mulher um dia que não conhecia o bairro direito e começou a bater boca com o cobrador e com o motorista, nem lembro exatamente porque. Ela não deve ter entendido alguma informação que pediu. Tive que me segurar muito para não rir, pois claramente ela estava brava sem razão.
Ah, e às vezes senta umas pessoas do teu lado... Com cheiro de cigarro, suada, ou que não para de se mexer. Outra coisa horrível é quando tem alguém do teu lado no celular e tu fica com aquela vontade enorme de olhar o que a pessoa está fazendo (pelo menos comigo é assim, sou dessas curiosas). Bom, provavelmente vou continuar passando vergonha e me irritando algumas vezes nesse veículo TÃO LEGAL e eras isso.